segunda-feira, 16 de julho de 2018

BobFernandes: Brasil ladeira abaixo

Via TV GAZETA


 


Há duas semanas o " Hora do Voto" comandado por Maria Lydia na Tv Gazeta entrevistou Flávio Rocha. O bilionário, dono da Riachuelo e pré-candidato à presidência pelo PRB.

Então perguntei a ele se em agosto ainda o teríamos como candidato. "Pode ter certeza", garantiu Flavio Rocha. Na sexta-feira, 13, ele desistiu de ser candidato.

Discurso-base de Flávio Rocha: "O Brasil é um país socialista há cem anos". O Estado é entrave absoluto para o progresso e o "O Mercado" deve ser radicalmente livre.

Esse discurso funciona para topo, mas não cola nos esfomeados andares de baixo. Motivo-base para a desistência de Flavio Rocha: a falta de votos.

Por isso candidatos mentem. Na semana em que o bilionário jurava candidatura até o fim, Bolsonaro jurava na Confederação Nacional da Indústria:

-...Os senhores são nossos patrões, não faremos nada da nossa cabeça.

Bolsonaro foi aplaudido ao apontar como grave problema a aposentadoria dos servidores públicos. Dias depois Flavio, filho de Bolsonaro e deputado estadual, desmentiu o pai.

Flávio festejou decisão da Justiça. Que suspendeu o aumento da contribuição previdenciária dos servidores do Rio de Janeiro ... Para cada plateia um discurso diferente.

Discurso realista só caberá na boca de quem tiver muita credibilidade. Porque a realidade é brutal.

Manchete da Folha nesta segunda,16: "Mortalidade infantil tem primeiro aumento desde 1990". A taxa média caia 4,9% ano. Aumentou 5% em relação ao ano anterior...

...Isso em 2016. O ano em que o Brasil parou para tornar Temer presidente.

Desde então cortes em benefícios e programas sociais. Excluídas 4,3 milhões de pessoas, em maioria... crianças.

Informa o Banco Mundial: 28,6 milhões haviam saído da pobreza entre 2004 e 2014... Mas a pobreza extrema já aumentou de novo: 11% . Os miseráveis já são 15 milhões.

IBGE: O Brasil tem hoje 52 milhões de pobres.

ONU: O Brasil está voltando ao Mapa da Fome.

Como regredimos tanto em tão pouco tempo? Quem sabe naõ teremos respostas nas urnas...

...Esse é o Brasil real. Não a ficção palavrosa dos que vivem e comandam no topo.

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