terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

É A TAL DOUTRINA DO CHOQUE E DO MEDO


feicibuqui Marco Mello


Marco Mello

O que certos acontecimentos mundiais têm em comum, em particular os mais recentes ocorridos no Brasil, depois da derrubada de Dilma Rousseff por um golpe que uniu a Justiça e o Congresso?

Repare que em seguida ao golpe começou um desmonte, um “choque econômico”.

Congelamento do Orçamento da União, venda de ativos públicos, fim dos direitos trabalhistas, fim do desejado Estado de bem estar…

Imposição de políticas rejeitadas pela grande maioria da população.

A segunda etapa foi uma tentativa fracassada do Governo de turno de impor, com o apoio maciço da mídia, devidamente irrigada com verbas públicas, o chamado “controle da mente” ou “lavagem cerebral”.

No entanto, não foi possível forjar uma maioria silenciosa e obediente.

Diante da inquietação, da resistência e da tomada de consciência de uma parcela da população veio o novo golpe: a imposição do silêncio pela força.

É nesta etapa que acabamos de entrar.

E vai demorar para a gente sair.

Reparem, primeiro vem uma crise, fabricada ou não, e em seguida um choque.

A crise pode ser econômica, mas pode ser derivada de um desastre natural, uma catástrofe, um atentado, uma guerra…

Em choque, as pessoas ficam desorientadas, paralisadas, com medo.

Diante do medo cresce a demanda por proteção, por segurança.

Quem ganha com isso?

Prioritariamente as grandes corporações.

Este raciocínio não é original, nem é meu.

É da ativista canadense Naomi Klein, que em seu livro “A doutrina do Choque” estuda o que chama de capitalismo do desastre.

Há uma série de acontecimentos que, segundo ela, sustentam sua tese: O golpe do Chile de derrubou Allende; O massacre da Praça da Paz Celestial, na China, O fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, Os atentados do 11 de setembro de 2001, A guerra ao Iraque, O tsunami, o furacão Katrina…

Segundo ela, a doutrina do choque é uma filosofia de poder, cuja finalidade é atingir objetivos políticos e econômicos.

É difícil admitir, mas em lugar nenhum do planeta democracia e capitalismo andam juntos.
E, no Brasil, estamos entrando naquele ponto crítico.

(M.A.M.)

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