sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Justiça dos 3T's: traição, totalitarismo e trambique

Sanguessugado do Senhor X

Fernando Rosa

 “A revolução sem sangue é aquela em que você usa as instituições dentro das suas próprias missões para mudar o caminho civilizatório do nosso país”. A pérola pseudo-“pacifista” é de autoria do senhor Rodrigo Janot, em palestra no 2º Congresso Nacional dos Auditores de Controle Externo, em Cuiabá. Como o peixe morre pela boca, o ex-procurador da República acabou por definir o que ele, e seus agentes de Curitiba, estão fazendo com o Brasil.

As reservas de petróleo do Iraque alcançaram 153 bilhões de barris, informou o ministro do Petróleo do país, Jabar al-Luaibi, no início de 2017, segundo a mídia na época. Em 2017, segundo o Instituto Nacional de Óleo e Gás da UERJ, o pré-sal do Brasil continha 176 bilhões de barris de petróleo e gás, o que não apenas se confirmou, mas aumentou. Os dois países estão entre os maiores detentores de reservas de petróleo do mundo, naturalmente alvos da cobiça do Império norte-americano.

Os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003 e, desde então, mobilizaram entre 100 mil e 150 mil soldados até 2010, quando “encerraram” a guerra em 2010. O custo do assalto ao petróleo do Iraque, sem contar a Guerra do Golfo, chegou US$ 800 bilhões, segundo o Congresso norte-americano, ou US$ 3 trilhões considerando os impactos adicionais na economia. Os mortos na guerra chegaram a mais de 100 mil iraquianos, entre civis e militares, até julho de 2010 e cerca de 4.500 mil soldados yanques.

De fato, considerando as dimensões do “custo-benefício” da apropriação da mais disputada riqueza mundial, o senhor Rodrigo Janot tem razão em suas observações. Ele também acerta quanto aos métodos utilizados, realmente bem mais “em conta” quando se refere a utilização das “instituições dentro das suas próprias missões para mudar o caminho civilizatório do nosso país”. Nos dois casos, leia-se por “caminho civilizatório” a submissão econômica, a destruição do Estado e o fim da soberania nacional dos países atacados.

Em março de 2017, segundo o articulista José Carlos Lima, no portal GGN, a Operação Lava Jato já acumulava R$ 140 bilhões de prejuízo ao pais, enquanto trombeteava “recuperação” de R$ 200 milhões. No mesmo artigo o autor destacava danos de cerca de 13% do PIB, relativos aos setores de petróleo e gas, ou seja, algo na casa dos trilhões de reais. A “tempestade nos trópicos” comandada por Janot, Moro e Dallagnol, entre outros, também atingiu a indústria de defesa, naval e o nível de empregos.

No artigo “Duas guerras”, de janeiro deste ano, escrevemos que “as duas maiores e mais agressivas guerras imperialistas em desenvolvimento neste momento no mundo ocorrem na Síria e no Brasil”. “As duas, no entanto, utilizam-se de estratégias, métodos e ferramentas diferentes – uma tradicional, outra assimétrica, o que dificulta percepção dos brasileiros”. Mas, dissemos que “ambas têm o mesmo objetivo, que é a destruição das infraestruturas, das forças produtivas dos respectivos países”.

Também no artigo, advertimos que “no caso do Brasil, a guerra assimétrica conta com agentes internos capturados e uso das instituições, em especial do judiciário, incluindo juízes e procuradores, e da mídia”. “A mídia, em especial a Rede Globo, funciona como a artilharia tradicional, atirando diariamente contra instituições, políticos e lideranças”. “A Operação Lava Jato cumpre o papel de “mariners” ocupando “territórios” selecionados e destruindo segmentos industriais e lideranças empresariais e políticas”, concluía o artigo.


Em seu falatório, voltando ao ex-procurador Rodrigo Janot, ele ainda tentou convencer o público presente dizendo que “o Brasil de hoje é um Brasil muito diferente de dez anos atrás”. “Há dez, 15 anos atrás, todo mundo dizia: a Justiça brasileira é a Justiça dos ‘3 Ps’. Quem é mais velhinho aqui vai lembrar disso. É pobre, preto e prostituta”, disse ele. Janot até poderia ter razão se a Justiça do “3 Ps” não tivesse se transformado na Justiça dos ‘3 Ts’ – traição, totalitarismo e trambiques, situações cada dia mais evidentes.

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