terça-feira, 18 de julho de 2017

Versailles - Palácio Garibaldi - Higienópolis






Ricardo Barros, Ministro da Saúde, a Saúde pública, conclamou: "Vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico tem que parar de fingir que trabalha".

Isso no país em que a chegada de médicos cubanos provocou escândalo e gritaria. De médicos, associações, e manifestantes.

Passados três anos os médicos cubanos continuam no Brasil. E... fez-se o silêncio de associações, médicos e manifestantes.

Talvez porque os médicos cubanos já tenham atendido mais de 60 milhões de pessoas. Sinal de que 60 milhões de pessoas não eram atendidas.

Ou mal tinham atendimento, como agora confessa o ministro da Saúde, a Saúde pública.

Revelador o silêncio em relação aos médicos cubanos. Certos silêncios revelam, assim como barulhos de ocasião.

Na quarta-feira, 12, com a condenação de Lula, foguetório nos chamados "bairros nobres" de São Paulo. Panelas voltaram a retinir.

Na quinta, só um dia depois, Temer e seus 40 tiveram vitória na Câmara: rejeitada denúncia contra ele, Temer. Que para vencer trocou 12 deputados na CCJ. E não apenas...

...Em dois meses Temer liberou R$ 1 bilhão para emendas de deputados e senadores. E o que se viu e ouviu no dia em que os 40 de Temer rejeitaram a primeira das denúncias?

Nada. Nem uma manifestação de massa. Nem mesmo duas colheres de chá num batuque. São Paulo e Brasil afora um silêncio estrondoso.

Silêncio profundamente revelador. Da hipocrisia que embalou e embala discursos sobre corrupção no Brasil.

Revelador do moralismo caolho, aquele que só enxerga e grita quando a corrupção é a dos adversários.

Barulho se ouviu foi em Curitiba. Ricardo Barros fingiu não ser o ministro da Saúde de Temer.

Fingiu não ser o ministro de um país com filas em hospitais e postos de saúde, e país com 14 milhões de desempregados.

Filha do ministro, a deputada estadual Maria Victória (PP), casou-se no sábado. A mãe, Cida Borghetti, é vice-governadora e pré-candidata ao governo.


Festança para 1.200 convidados...Entre a igreja do Rosário e a recepção, no Palácio Garibaldi, protestos. Com chuva de ovos, garrafas, pedras, cuspe, lixo... e Polícia.

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