segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dono do BTG pagou R$ 45 milhões a Eduardo Cunha por MP dos bancos, diz Janot

Sanguessugado do Tijolaço

Fernando Britoc


Agora há pouco a Folha divulgou que, entre os papéis apreendidos na casa do banqueiro André Esteves, do Banco BTG Pactual, há o registro do pagamento de R$ 45 milhões a Eduardo Cunha, a serem repartidos com outros deputados do PMDB, pela votação de alterações numa Medida Provisória que tratava de créditos tributários devidos pelo sistema bancário.

Cunha, claro, nega e diz que “parece armação”.

Janot escreve em sua petição pela manutenção da prisão de Esteves, o que foi deferido por Teori Zavascki, que “em troca de uma emenda à medida provisória nº 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de 45 milhões de reais”,segundo a Folha. Teriam participado da operação Carlos Fonseca, diretor do BTG e um certo Milton Lira, que poderia ser Milton Lyra, acusado de negócios em favor de Renan Calheiros.

Embora pudesse parecer, até pouco tempo atrás, inverossímil que se fosse deixar registros tão evidentes de tal tipo de negociata, depois das gravações de Delcídio Amaral não se pode duvidar de nada.


E começa a mostrar como Cunha montou a sua “base de apoio” para conquistar a Presidência da Câmara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que resvestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais.
As críticas, mais do que os afagos, são benvindas.