sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Todo o poder emana.. de quem mesmo?

feicibuqui do Laerte Braga

Laerte Braga

“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reuniu-se com empresários, nove ou dez, tidos como os pesos pesados da economia no País. A reunião foi em São Paulo, terminou pela madrugada e apresentadas as condições dos empresários para apoio ao ministro e ao governo da presidente Dilma Roussef. Em meio à reunião, um empresário foi destacado para telefonar e comunicar as decisões à suposta presidente do Brasil. Manter o nível de investimentos, buscar um superávit de 0,7% em 2016 e cortar subsídios e programas do governo.

Dilma rendeu-se ao ultimato.

No dia seguinte declarou publicamente que Levy fica no Ministério.

Os ministros do Planejamento, Nelson não sei das quantas e da Casa Civil, Aluísio Mercadante, foram criticados e excluídos da reunião por não serem “confiáveis”. Mercadante é uma anta, com licença das antas.

Onde o poder emana do povo?

É claro que o ministro da Fazenda foi buscar socorro junto a seus parceiros, ou àqueles que representa. Como claro está que Dilma foi emparedada e aceitou ser emparedada. O próprio ministro Joaquim Levy havia dito antes da reunião, que a “crise é seria” e perguntado “como será o País com Temer?” Há uma ameaça embutida nessas declarações. Levy se queixava de isolamento.

Vão para o espaço a “cidadania”, item II do artigo primeiro parágrafo único da Constituição. “A dignidade da pessoa humana”, item III do mesmo artigo e os “valores sociais do trabalho e da livre iniciativa”, item IV daquele artigo.

Nem Dilma e nem Temer, mas Joaquim Levy, preposto dos tais pesos pesados.

Cortar que programas?

Já foram cortadas 50% das vagas do PRONATEC. De fundamental importância para o Brasil. Caímos nas garras da lei dos mais fortes. Vão cortar mais o que da tal “pátria educadora” de Dilma na campanha? Ou da saúde?

A essa altura do campeonato e a prevalecerem essas exigências, não chega nem a ser uma barata tonta, mas um zero à esquerda.

E onde todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido indireta ou diretamente?

Só se povo, na concepção de Dilma, for a FIESP de Skaf, a grande quadrilha do setor empresarial. Só não é maior que a dos banqueiros.

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