quinta-feira, 10 de setembro de 2015

É justo chorar pelos sírios e por todos os refugiados. E pela Palestina, quem chora?

Sanguessugado do Bourdoukan

Dos palestinos aos israelenses: de suas bombas cultivamos vida

Georges Bourdoukan

É a morte! É a morte!

Mata-se a planta na flor.

Pobres bebês palestinos que já nascem em caixões!

Onde estão as aves que não cantam mais?

Onde estão as estrelas que iluminaram Maimônides e Avicena?

Até a fragrância das roseiras é amarga.

Quem chora pelas crianças palestinas?

Por que os israelenses não reagem contra seus dirigentes?

Por que não se repugnam contra o altar dos sacrifícios?

Terão perdido sua humanidade?

Gente de imunda hipocrisia que não poupa sequer os hospitais.

Eles exibem com orgulho o progresso que o demônio realizou.

Satânicos, querem provar que o diabo é mais poderoso que Deus.

Até quando terão razão?

Eis uma sociedade decadente e doente que vive na idade das trevas.

Plantaram muros na terra do leite e do mel.

Prosperam os arames farpados.

Já não se colhem alimentos, mas horrores.

Seus governantes praticam o ideal da perversidade.

São energúmenos perturbados.

São os filhos do abismo.

Eles se odeiam e têm horror de si mesmos.

Até quando Jerusalém, até quando?

Quem chora por Gaza?

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