quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Abutres

feicibuqui  Laerte Braga
Abutres.
O menino Aylan é um símbolo. Como a criança no Sudão à espera da morte e o abutre à espera da carniça.
Os que morrem sob a tortura dos regimes totalitários, esmagados pelos abutres fardados e em nome da democracia. Os que baixam atos patrióticos e permitem o afogamento simulado, caso de Bush.
Os campos de concentração nazi/sionistas como o de Guantánamo. Os palestinos, os de Gaza principalmente. Submetidos à judiação dos sionistas.
Os Amarildos, que somem nas trevas das polícias assassinas. São muitos os que sofrem e padecem a barbárie dos dias atuais. Já ouvi gente dita normal gritar pula para um suicida salvo por um bombeiro e vaiá-lo quando chegou ao solo. Não perdem a novela das oito que começa as nove. Andam e vivem como zumbis na presunção das crenças que fanatizam e idiotizam, que shoppings são a salvação.
Toynbee traçou esse quadro em alguns dos seus livros. A hipocrisia, o falso moralismo.
Conhecem todos os temperos ideais para as carnes e as saladas. Só não conhecem os temperos da solidariedade e do amor.
No Brasil são tucanos, são a mídia, os que marcham e inflam bonecos sob a proteção oficial de um pio e religioso membro da OPUS DEI. Uma seita terrorista dentro do catolicismo. São Gilmar Mendes, Moro, são José Serra, um traficante/viciado como Aécio, tresloucado. Ou um FHC, uma espécie de Lúcifer, corroído pela inveja e pela vaidade e que se acredita criador do mundo, do céu e da terra. Mas aqui. No mundo têm a cara de Obama, de Merkel, de Cameron, de Hollandé, de tantos outros, do genocida Benjamin Netanyahu. São abutres, se alimentam de carniça, de petróleo, de gás e riquezas de povos sofridos.
Como disse Karnal, é preciso ser doido para sobreviver nos dias atuais.
Ou bem antes, Oscar Wilde - "os loucos se curam, os imbecis nunca".
O nosso Nelson Rodrigues ao responder sobre o que mais cresceu no Brasil - "o número de idiotas".
Senhoras e senhores, sugiro altares com mulheres melancia, miss laje, com espetáculos de MMA, com Luciano Huck e sua debilidade, ou a de Faustão tanto faz. E ao final um best seller. Como Malafia e Cunha me ajudaram a encontrar "deus".
"Penso, logo existo. Se existo fui criado. Se fui criado existe um criador". René Descartes. Pobre criador, com licença da expressão, deve estar de saco cheio.
Não o saco de Macedo, ou de Malafaia, ou de Valdemiro.
Nem o das ogivas de Obama.

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