terça-feira, 12 de maio de 2015

PETROBRAS CORRUPÇÃO E MERCADO

Sanguessugado do Política Econômica do Petróleo

Wladmir Coelho

Encontram-se em festa os grandes da comunicação vendendo mais uma ilusão: A salvação da Petrobras está em marcha! Um nome do MERCADO será indicado para a presidência e diretorias da empresa.

Estes mesmos meios de comunicação referem-se a Petrobras como “empresa estatal” uma manobra para conduzir o debate à questão ideológica da incapacidade do Estado como empresário legitimando, deste modo, dogmas do final do século XVIII.

Como todos sabem a Petrobras nunca foi estatal. Nos anos 50, durante o processo de criação da empresa, o professor Washington Albino apresentou a proposta de uma empresa estatal para o petróleo brasileiro através da Tese Mineira do Petróleo.

A proposta da Petrobras estatal foi derrotada e criada uma empresa mista e esta condição revelou, ao longo do tempo, as dificuldades em associar os interesses de acionistas – principalmente após a radicalização neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso –   e elaboração de uma política econômica do petróleo voltada para a auto suficiência nacional.

A Petrobras – e muitos esquecem deste detalhe – foi criada para apoiar um planejamento econômico garantindo o mínimo necessário no setor petrolífero e derivados.

A contradição entre os objetivos de criação da empresa e lucro de acionistas constitui a base da crise ou das crises observadas na empresa. Acrescento ao problema o fato corrupção este uma espécie de derivado oculto do petróleo existindo inúmeras guerras, assassinatos, golpes de Estado para comprovar esta afirmativa. Todos conhecem pelo menos um exemplo para citar.

Indiretamente os grandes veículos de comunicação ao reduzirem a Petrobras à condição de uma empresa corrupta apontam como solução a sua entrega – agora total –ao controle de pessoas ligadas ao setor mineral energético ou bancos internacionais vendendo estas instituições como exemplos éticos.

Neste mundo encantado do chamado mercado – afirmam os grandes da imprensa – os preços tornam-se mais baixos em função da livre concorrência escondendo dos leitores o caráter concentrador dos setores petrolíferos, mineral e financeiro.

Observe: Estes três setores encontram-se não apenas concentrados de forma isolada, mas constituem o mesmo grupo. Desta forma quando a  grande imprensa aponta como alegria do mercado nomes associados ao setor de mineração, bancos e petróleo para dirigir a Petrobras festeja o sepultamento definitivo do projeto de auto suficiência nacional.

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