sexta-feira, 17 de abril de 2015

Teori suspende depoimentos da Lava Jato para Janot "retomar as rédeas" da operação

Via GGN

Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki determinou, nesta quarta-feira (15), a suspensão dos depoimentos da Operação Lava Jato que estavam agendados para os próximos dias. A decisão atendeu ao pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Segundo O Globo, Janot quer "retomar as rédeas" das apurações que envolvem esquemas de corrupção na Petrobras, em clara "demonstração de queda de braço entre o Ministério Público e a Polícia Federal", avaliou o Estadão.

O pedido de Janot, segundo O Globo, teria sido motivado por "divergência nas estratégias de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público". A ideia é que, durante o período de suspensão, que deve perdurar até a semana que vem, a PGR tente reorganizar os trabalhos e estabelecer quem deve ser ouvido e quando - papel que, até então, era desempenhado pela Polícia Federal.

O Estadão publicou que investigadores que acompanham a Lava Jato disseram que o MPF quer colocar um "freio de arrumação" nos trabalhos. "O pedido de Janot é visto nos bastidores como uma queda de braço entre Polícia Federal e Ministério Público. Para atender o pedido do PGR, Zavascki cita decisões do início de março, no momento da abertura dos inquéritos de políticos investigados na Lava Jato. Na ocasião, apontou que Janot era o 'condutor incontestável das investigações'. O aval de Zavascki reforça a premissa de que é a PGR que comanda a investigação. Por este entendimento, caberia ao MPF - e não à PF - decidir, por exemplo, a ordem dos depoimentos, quais oitivas devem ser realizadas, local e outras medidas."

A decisão de Zavascki não menciona quem seriam os depoentes desta semana, se investigados ou testemunhas. Na próxima semana, já com a ordem refeita pelos procuradores que cuidam da Lava-Jato, os depoimentos serão retomados.

"Em outros inquéritos, as defesas dos investigados entraram com recursos no STF pedindo o arquivamento do caso, por falta de indícios suficientes. Zavascki pediu para a PF devolver os autos desses inquéritos ao tribunal, para que a decisão possa ser tomada. Estão nessa situação, por exemplo, Edison Lobão, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney e o senador Antonio Anastasia (PSDB)", publicou O Globo.

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