quinta-feira, 23 de abril de 2015

FRANKLIN: “BOM ERA QUANDO JUIZ TINHA EQUILÍBRIO”

Sanguessugado do Brasil 247

Ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins respondeu nesta quinta-feira, 23, as críticas do ministro Gilmar Mendes, que multou a coligação da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) em R$ 30 mil por propaganda eleitoral irregular no site Muda Mais; "Bom era o tempo em que juiz falava nos autos e tinha equilíbrio", disse Martins 

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247 - O ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins respondeu nesta quinta-feira, 23, as críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, durante julgamento do Tribunal Superior Eleitoral que multou a coligação da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) em R$ 30 mil por propaganda eleitoral irregular no site Muda Mais, comandado por Franklin.

Ao sair de um evento promovido pelo Instituto Lula para discutir o desenvolvimento da África, em um hotel na zona sul de São Paulo, o ex-ministro foi questionado por jornalistas sobre os ataques. Pego de surpresa com as declarações, o petista disse que não iria responder e afirmou rapidamente: "bom era o tempo em que juiz falava nos autos e tinha equilíbrio".

Durante o julgamento, Gilmar Mendes atacou o ex-ministro petista e disse que o site era "um convite à fraude". "Nós sabemos de todo o jogo sujo que se opera na internet. É um site conhecido por fornecer dados para blogueiros sujos, subsidiados por verbas estatais. Site coordenado por jornalista e ex-secretário de comunicação Franklin Martins, especialista nesse tipo de jogo", disse o ministro.

Por 6 votos a 1, os ministros do TSE acolheram uma ação do PSB alegando a irregularidade, uma vez que a lei proíbe propaganda eleitoral fora do site oficial de campanha. O próprio TSE determinou no ano passado, por decisão do ministro Herman Benjamin, a retirada do site do ar. A página retornou após o PT oficializar o Muda Mais como um site da campanha.

Relator do processo, ministro Admar Gonzaga, aceitou os argumentos da defesa do PT e defendeu que não houve irregularidade porque o partido reconheceu e oficializou o site, além de que a empresa apenas alimentava a página. "Houve comunicação tardia do endereço eletrônico da campanha à Justiça Eleitoral. A lei prevê que seja informado o sítio de campanha, mas não penaliza o descumprimento", disse o relator, que acabou derrotado pela maioria do plenário.

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