terça-feira, 28 de abril de 2015

Cultura inútil: Pensamentos profundos, e rasos também

Via Boitempo

Johann Goethe: “Só sabemos com exatidão quando sabemos pouco. À medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida”.

Mouzar Benedito

15 04 27 Mouzar Benedito Cultura Inútil 

Jorge Luís Borges: “Todos os caminhos levam à morte. Perca-se”.

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Paulo Leminski: “Salve-se quem quiser. Perca-se quem puder!”.

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Tom Jobim: “Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom”.

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Graciliano Ramos: “Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que me deram lucro”.

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Clarice Lispector: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.

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Eça de Queiroz: “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”.

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Isadora Duncan: “Você já foi selvagem aqui uma vez. Não deixe que eles lhe domem”,

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Carlito Maia: “Evite o tráfico. Plante em casa”.

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Carlito Maia, de novo: “Liberdade sexual é foda!”.

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Padre Antônio Vieira: “Mais afronta a mesura de um adulador que a bofetada de um inimigo”.

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L. Menchen: “É pecado pensar mal dos outros, mas raramente é engano”.

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Santos Dumont: “É para Paris que emigra a alma dos bons americanos quando morrem”.

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Xiquote (pseudônimo de Bastos Tigre): “Somente num caso é possível a amizade de dois homens, havendo uma mulher no meio: se ela é sogra de ambos”.

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Rui Barbosa: “Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal e fazem-nos bem. Outros nos almejam o bem e fazem-nos mal”.

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Karl Marx: “O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções”.

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Henny Young: “Sabe o que significa voltar para casa à noite e encontrar uma mulher que lhe dá amor, afeto e ternura? Significa que você entrou na casa errada, só isso”.

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Machado de Assis: “O melhor jeito de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo nas mãos”.

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Berilo Neves: “Dá-se o nome de trovoada a um barulho que chega atrasado, já passou. É como conselho dado depois que nos casamos: já não adianta…”.

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Camilo Castelo Branco: “Não há amor que resista a 24 horas de filosofia”.

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Luís Carlos Prestes (poucos dias antes do golpe de 1964): “Não há condições para o golpe reacionário. Se os golpistas tentarem, terão as cabeças cortadas”.

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Mark Twain: “Prefiro o paraíso pelo clima, o inferno pelas companhias”.

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Carlos Drummond de Andrade: “A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca”.

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Barão de Itararé: “Mais valem dois galos cantando no poleiro do que um na testa”.

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Érico Veríssimo: “De que serve construir arranha-céus, se não há mais almas humanas para morar neles?”.

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Darcy Ribeiro: “Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para o nada”.

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Johann Goethe: “Só sabemos com exatidão quando sabemos pouco. À medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida”.

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Getúlio Vargas: “Nos períodos de exaltação e de luta não é raro vermos a democracia matando em nome da liberdade e a fé religiosa trucidando em nome de Deus”.

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Fialho de Almeida: “Um cínico disse: só os imbecis se portam bem. E eis aí uma verdade universal”.

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Ellen Goldman: “Mostre-me uma mulher que quer ser magra apenas por razões de saúde e e eu lhe mostro um homem que lê Playboy apenas pelas entrevistas”.

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Mário Quintana: “Tudo que acontece é natural. Inclusive o sobrenatural”.

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Kurt Vonnegut: “Humanista é uma pessoa com grande interesse pelos humanos. Meu cachorro é humanista”.

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Trilussa: “Quem gasta tudo o que possui economiza o choro dos herdeiros”.

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Vítor Caruso: “Chamar cara-metade à própria esposa é perigoso: pode dar a ideia de que há um sócio”.

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Mário de Andrade: “Popular é o ruim gostoso”.

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Marilyn Monroe: “Hollywood é um lugar onde te pagam mil dólares por um beijo e cinquenta centavos por sua alma”.

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Chico Buarque (respondendo à acusação de “passadista” que lhe fez o movimento tropicalista, em 1968): “Nem toda loucura é genial, assim como nem toda lucidez é velha”.

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Millôr Fernandes: “Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”.

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Afrânio Peixoto: “É cético o caramujo: desconfia de tudo, até da própria casa. Por isso anda com ela às costas”.

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Confúcio: “Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pelo fracasso. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”.

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Viana Moog: “Tragédia sem incesto é drama”.

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Ambroise Pierce: “Bem-estar é o estado da alma produzido pela observação do mal-estar do nosso vizinho”.

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Dercy Gonçalves: “Nunca tive amor pelos homens. Com eles sempre fiz negócios”.

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Mae West: “Nunca cometa o mesmo erro duas vezes. A não ser que tenha sido bom”.

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Mae West, de novo: “A virtude tem suas vantagens, mas não dá bilheteria”.

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Capistrano de Abreu: “É bom que os críticos estreiem por obras próprias”.

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Harry Benjamin: “Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias”.

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Graça Aranha: “A civilização é uma violência do homem à natureza”.

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Charles Chaplin: “Se matamos uma pessoa somos assassinos. Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis”.

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João Grosso (de Nova Resende): “Homem que não come cinco pratos de comida, pra mim não é homem”.

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Fernando Pessoa: “As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais”.

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Fernando Sabino: “Não confio em produto local. Sempre que viajo, levo meu uísque e minha mulher”.

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Einstein: “Tristes tempos os nossos, em que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

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Autor desconhecido: “Para evitar filhos, transe com a cunhada… Se nascerem, serão sobrinhos”.

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Paula Nei: “A democracia seria ideal se não tivesse sovaco. Tudo!, tudo!, menos tal cheiro de suor honrado”.

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Stanislaw Ponte Preta: “No Brasil, as coisas acontecem, mas depois, com um simples desmentido, deixam de acontecer”.

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Tim Maia: “Comecei uma dieta, cortei bebidas e comidas pesadas, e em um mês perdi trinta dias”.

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Sócrates: “O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo”.

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Luís Fernando Veríssimo: “Brasil: esse país de corruptos sem corruptores”.

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Al Capone: “Não entendo como alguns escolhem o crime, quando há tantas maneiras legais de ser desonesto”.

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Che Guevara: “Quando o extraordinário se torna cotidiano, é a revolução”.

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Victor Hugo: “Em tempo de revolução, cuidado com a primeira cabeça que rola. Ela abre o apetite do povo”.

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Glauber Rocha: “A História é feita pelo povo e escrita pelo poder”.

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Baiaco (craque do time do Bahia, que não entrou num jogo porque estava contundido): “Comigo ou sem migo, o Bahia ganha”.

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Walther Waeny: “O homem é tão egoísta que foi preciso falar-lhe de recompensa em outra vida para que ele praticasse o bem nesta”.

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Woody Allen: “Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer”.

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Marquês de Maricá: “Folgamos com os erros alheios como se eles justificassem os nossos”.

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Mouzar Benedito, quer dizer, eu mesmo: “Há uns tempos, velho começou a ser chamado de idoso, depois passou a ser da ’terceira idade’ e por fim da ‘melhor idade’. Assim capenga a humanidade.”

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Ou clique aqui, para ver todas as outras colunas da série “Cultura inútil”, de Mouzar Benedito, no Blog da Boitempo!

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Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo,Ousar Lutar (2000), em co-autoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996) e Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às terças.

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