segunda-feira, 2 de março de 2015

Ô vergonha: Milhares ocupam a Praça do Congresso por Cristina Kirchner

Sanguessugado do GGN

Jornal GGN – Desde as primeiras horas da manhã, compactas colunas de manifestantes começaram a encaminhar-se até o Congresso, com uma forte presença de jovens organizados como os da La Cámpora, Kolina e o Movimento Evita, entre outros grupos.

A presença massiva de jovens, incluindo adolescentes em idade de estudos secundários, contrastou com a marcha de 18 de fevereiro, convocada pelos fiscais, onde a juventude esteve ausente.

Mobilizados pelas avenidas 9 de Julho, Callao e Avenida de Mayo, os jovens avançaram de maneira ordenada ao lado das cercas que foram colocadas nas laterais para impedir a circulação pelas calçadas.

A eles se somaram trabalhadores de sindicatos como Uocra, UOM, Vialidade Nacional, Smata, Suterh e muitos provenientes das províncias de Buenos Aires.

O discurso da Presidenta foi seguido não só pela multidão na praça, já que muitos optaram por ir aos bares e pizzarias, que terminou cheia de televisores estridentes. O dado notável foi uma massiva adesão de famílias fora de organizações sociais e políticas, que marcharam ao lado de seus filhos pequenos.

Os principais slogans que podiam ser vistos em cartazes, camisas, banners e panfletos eram “Cristina somos todos”, “Yankees, nem tentem”, “Este caminho é irreversível”, enquanto em um enorme cartaz colocado sobre um edifício que dava para a praça Hipólito Yrigoyen podia-se ler: “Cúmplices. Papel Imprensa”, com as imagens de Jorge Rafael Videla, Ernestina Herrera de Noble, Héctor Magnetto e Bartolomé Mitre.

Desafiantes e irônicas, um grupo de mulheres seguiu pela avenida de Mayo com camisas pretas e a legenda estampada: “Sim, somos todas eguais” (Sí, somos todas yeguas).

Outro pequeno grupo recebeu aplausos quando, também em suas camisas, exibiram sua resposta política aos setores que questionam as marchas kirchneristas: “O Chori me paga”. Isso porque milhares de pessoas que foram convocadas para o ato e que marcharam mesmo sem participar de organizações, chegaram por seus próprios meios, pagando o ticket do ônibus ou utilizando automóveis particulares.

A Presidenta começou seu discurso enquanto que na praça os manifestantes seguiam com atenção suas palavras e celebraram suas frases mais contundentes, especialmente sobre a renda dos trabalhadores, dos casais, da educação e da saúde.

Também foi festejado o anúncio de que o Estado vai assumir a gestão das estradas de ferro, especialmente quando a Presidente se dirigiu ao deputado Federico Pinedo para lembrar que seu chefe, Mauricio Macri, reivindicou as bandeiras do justicialismo: “Prepare-se Pinedo, porque com esse sobrenome espero que você apoie esta medida”, disse-lhe ela.

Na praça também se escutaram ovações emocionadas quando a Presidenta, em tom enérgico, se referiu ao atentado à AMIA e àqueles que a estão acusando por encobrimento.

O Hino Nacional, que se escutou antes do discurso da Presidenta, foi entoado por milhares de convocados, que acompanharam as estrofes com os dedos em V.

Com informações do Télam

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