sexta-feira, 6 de março de 2015

O Brasil de cabeça para baixo

Via Diário Liberdade

Laerte Braga

O Procurador Geral da República excluiu Aécio Neves e Dilma Rousseff das investigações do Lava a Jato, o escândalo do momento.

 
Rodrigo Janot incluiu Eduardo Cunha, presidente da Câmara (um tresloucado) e Renan Calheiros, presidente do Senado (um espertalhão). Soa como jogo político do governo para que ao final tudo dê em nada e Dilma Rousseff possa respirar um pouco e tentar organizar o conjunto do seu segundo mandato, até agora um não sei bem o que faço.

A presidente nomeou para o Ministério da Defesa um sionista convicto, o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner e com isso consolida a presença de Israel na indústria bélica brasileira e em parte da EMBRAER. Tel Aviv já controla grande parte dessa indústria e agora tem as portas escancaradas para um governo que, aparentemente, apoia o Estado Palestino. O ministro das Relações Exteriores não tem a menor noção disso.

O ministro da Fazenda, um banqueiro, fala pela manhã e se desculpa à tarde pela precipitação. Já foi advertido por Dilma, publicamente, duas vezes. Em qualquer circunstância teria pedido demissão, mas banqueiro não desgruda do cofre de forma alguma, engole todos os sapos necessários e no fim impõe suas políticas.

Aluísio Mercadante, chefe da Casa Civil, função chave de coordenação dos demais ministérios, mandou fazer uma plaquinha e a colocou sobre sua mesa – HEI DE SER JOSÉ DIRCEU –. Está longe disso, é arrogante e incompetente na articulação política. Sua maior preocupação é o bigode.

Cid Gomes afirma que 400 deputados são achacadores e vai ser chamado à Câmara para dar os nomes, ou responder pela "infâmia". E há quem afirme que o maior líder da oposição a Dilma, hoje, seja Lula. O ex-presidente não tem poupado críticas e resolveu sair à luta para enfrentar a campanha (um fracasso, mas nem por isso menos perigosa) do impedimento da presidente. Já anunciou que é candidato a presidente da República em 2018.

José Serra quer mudar o modelo da partilha do pré-sal, entregar tudo à CHEVRON e ser o próximo presidente. Só pensa nisso.
A mídia brasileira comporta-se como agente estrangeira, à frente as organizações GLOBO e a regulação do setor até agora não saiu nem da vontade, sequer chegou ao papel.

Um juiz tucano, Sérgio Moro, do Paraná, sonha ser o próximo Joaquim Barbosa (ex-presidente do STF – Supremo Tribunal Federal). A irmã trabalha para o governador daquele estado, Beto Richa e milhares de paranaenses saem às ruas pedindo o seu impedimento.

A Câmara aprova em primeiro turno a chamada emenda da bengala que dá aos ministros das cortes superiores o direito de ali permanecerem até os 75 anos, a idade atual é de 70. O objetivo é evitar que o governo possa indicar nesses quatro anos do segundo mandato cinco novos ministros.

O maior bordel televisivo do País, o Big Brother Brasil, na sua décima quinta edição, mobiliza milhões de brasileiros para definir ser uma das sisters que engravidou deve ou não ter a criança. É claro que vai ter, vai ser o espetáculo do ano nesse processo de alienação permanente do Brasileiro.

Edir Macedo, há alguns anos atrás procurado pelas polícias do Brasil e dos EUA, mais que criar templos em Israel para tentar entrar em países muçulmanos, ou construir mega templos no Brasil, cria uma organização semelhante às SS de Hitler. Dizem-se prontas a defender Jesus. O que está na bíblia é verdade, fora da bíblia não existe. O ex-pai de santo acalenta o sonho de ser presidente do Brasil e criar um grande Estado Evangélico, onde mãe solteira não é família e gays, lésbicas e outros devem ser marginalizados. É lógico, o petróleo deve ser entregue.

BRICS e pré-sal os responsáveis por tudo isso. Trilhões de dólares e Washington, Wall Street e Tel Aviv por trás.

A perspectiva que o Brasil tem de ganhar soberania plena some nesse emaranhado de bandalheiras, enquanto a presidente não tem a menor ideia do que fazer. Ou melhor, pega dinheiro com a China para suprir as dificuldades do déficit público, arrocha os trabalhadores e se apresenta esbelta depois de uma rigorosa dieta. A que quere submeter aos brasileiros é pior e mais drástica.

Delfim Neto, ex-ministro todo poderoso da ditadura, afirmou em 2010 que "Lula elege até um poste".

Elegeu e reelegeu. Só que agora a luz não acendeu ainda e o País está de cabeça para baixo.

E ainda tem greve de caminhoneiros tentando reeditar a que derrubou Allende.

Ou Lula vai lá e conserta o poste, acende a luz, ou a vaca pode ir para o brejo, ser sangrada até as próximas eleições, como afirma João Pedro Stédile e a ameaça estrangeira crescer com os tucanos tendo chances de voltar ao governo.

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