terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Um judeu islâmico

Sanguessugado do Bourdoukan

Georges Bourdoukan

Abu Imran Musa Ibn Maimún Ibn Abdallah al-Qúrtubi (Maimônides)

Estava relendo algumas anotações sobre a influência islâmica no judaísmo quando deparei com Os 13 Artigos de Fé do grande filósofo, matemático, físico e médico judeu Abu Imran Musa Ibn Maimún Ibn Abdallah al-Qúrtubi, denominado de Rabi Moshe ben Maimún (Rambam), que o ocidente conhece pelo nome de Maimônides.

Um leitor mais apressado diria que, a exemplo de A Divina Comédia de Dante Alighieri, os textos de Abu Imran seriam também meras compilações de sábios muçulmanos notadamente Razes, al-Farabí, Ibn Sina (Avicena) e particularmente seu vizinho cordobês Ibn Rushd (Averroes).

Além de Abu Imran, muitos outros judeus beberam nas fontes islâmicas, alguns chegando a se converter como o poeta sevilhano Abu Ishaq Ibrahim Ben Sahl.

Maimônides nasceu na cidade muçulmana de Córdoba (Espanha), viveu em Futsat (atual Cairo) onde foi médico de Salah-ud-Dín al-Ayubí o Saladino que derrotou os cruzados.

Considerado o maior pensador judeu da Idade Média, escreveu todas as suas obras em árabe, abarcando vários temas, sendo por isso considerado um polígrafo. Sua obra filosófica mais importante é Dalalat al-Ha'irín que em português seria Guia dos Perplexos Vacilantes.

O humanismo islamo-judaico de Maimônides o transforma num daqueles autores que não pertencem a nenhum grupo ou credo particular, mas a toda humanidade.

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