sábado, 24 de janeiro de 2015

O Ebola e sua caminhada pela África

Sanguessugado do Palavras Insurgentes

Apesar de já ter saído dos noticiários, a epidemia do Ebola segue ceifando vidas na região ocidental do continente africano. Ainda que tenha havido uma caída no número de casos nos países mais afetados como a Libéria, Guiné e Serra Leoa, a situação ainda é considerada muito crítica pela Organização Mundial de Saúde, pois a movimentação de pessoas saindo dos países afetados é grande. 
Segundo informações publicadas em jornais africanos, o representante da OMC, Bruce Aylward, afirmou que já foram registrados quase 22 mil casos da doença, com a morte de 668 dos infectados. Só nos últimos dias mais de 400 novos casos foram contabilizados em Serra Leoa, 109 na Guiné e 21 na Libéria. Os números estão reduzindo, mas ainda são considerados críticos. A maior preocupação da OMS é de que as autoridades baixem a guarda e, com isso, aconteça mais demora para chegar ao caso zero.
As dificuldades encontradas, além da falta de pessoal, é a falta de recursos. A organização diz que só para combater o Ebola, nos próximos seis meses, precisaria de um total de 260 milhões de dólares, quando todo o seu orçamento é de 350 milhões. 
Hoje, dia 23 de janeiro, uma empresa da Bélgica, a GlaxoSmithKline (GSK),divulgou que foi enviado à Libéria um lote das primeiras doses de uma vacina experimental contra a doença. Desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Enfermidades Infecciosas e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, eles esperam contar com 30 mil voluntários, dos quais apenas 10 mil receberão a vacina. É na verdade um teste clínico, uma vez que não têm comprovada a eficácia. Para os que estão sob a ameaça da doença e acossados pelo desespero, servir de cobaia parece ser a única alternativa. 

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