sábado, 10 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo: ponto final

Sanguessugado do Octopus

Charlie Hebdo: os limites da liberdade de opinião

Texto à direita: "Maomé: nasceu uma estrela"

Charlie Hebdo, que agora toda gente reivindica como um símbolo da liberdade de impressa é na verdade um jornal islamofóbico. Semana após semana o único objectivo era caricaturar e denegrir a religião muçulmana.

A religião muçulmana, como todas as outras pode (e deve) ser objecto de crítica, como qualquer ideologia politica, mas então os critérios devem ser os mesmos para todos em nome da liberdade de opinião, o que não é verdade.

Podemos criticar a teologia islâmica, as suas atitudes em relação às mulheres, a sua ausência de leis civis prevalecendo a charia e muitas outras coisas.

Mas qualquer órgão de informação que critique a religião hebraica é acusado de anti-semita e em muitos países punido pelas leis vigentes. Qualquer pessoa que ponha em causa o holocausto é punido de prisão em certos Estados.

Não gostar e criticar os muçulmanos é visto como natural no ocidente, mas alguns partidos de extrema direita que não gosta e criticam os negros é perseguido em justiça, por ser racista.

Não emitem essas pessoas ou órgão políticos ou sociais opiniões que por definição deveriam ser livres?

O egocentrismo judaico-cristão dominante não se deve sobrepor aos valores que defende mas não cumpre, ou então a liberdade de impressa e de opinião não existe e tem limites. O problema é que esses limites são sempre impostos pelas civilizações dominantes.

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