segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A quadrilha que vai liderar a manifestação de Paris prostituiu a Europa, matou os projetos de Vida.

 Correio da Manhã via feicibuqui da  Rachel Teixeira

Europa terrorista

Os massacres de Paris não vão ter alguns dos principais autores no banco dos réus. Foram abatidos durante a refrega que pôs termo à chacina gratuita de inocentes. Mas lá se sentarão, mesmo que só a História os julgue, os poderes fundamentalistas gerados no Yémen e o conjunto de personalidades que hoje encabeça a manifestação de Paris.

A explosão afetiva e solidária ‘Je Suis Charlie’ é património de poucos.

Não é, de certeza, pertença desta Europa cínica, protetora de ladrões e especuladores financeiros, que há muito se borrifou para os sonhos da Igualdade, da Liberdade e da Fraternidade, gerados no ventre francês e que emigraram por esse mundo fora. Pois o problema é político. Nunca foi religioso.

Os presidentes, os primeiros-ministros e outros acólitos que hoje desfilam em França em defesa da liberdade de expressão são os seus carrascos. Nunca leram o ‘Charlie Hebdo’. Apenas bebem as palavras de Merkel. São como os assassinos, que nunca viram o Corão, muito menos o estudaram, e matam em nome do Profeta.

A quadrilha que vai liderar a manifestação de Paris prostituiu a Europa, mentiu nos sonhos, matou os projetos de Vida. Esta quadrilha quis emigrantes para a mão de obra escrava e desprezou o valor do trabalho. Desprezou o emprego. Desprezou a escola e a educação. Atirou para a fome e para a ruína milhões de desgraçados. Mas pior do que isto, a Europa cínica que hoje habitamos matou a Europa de Monet. Fez da União Europeia uma pantomima, aceitou de joelhos os ditames da Alemanha que fala por nós, contra nós, imperialismo da especulação que matou sonhos.

Quem mata sonhos não pode esperar outra coisa a não ser a multiplicação da raiva, da indignação e, finalmente, do ódio. Estes grupos em desvario são europeus. Nasceram aqui e matam por ódio. E as maiores vítimas até são muçulmanos.

Ódio, porque lhes prometeram sonhos e lhes entregaram um imenso vazio. Um vazio onde habitam milhões de outros jovens a quem mataram os sonhos, que não assassinam, mas se desinteressam da política, desprezam os figurões que vão marchar à cabeça da manifestação em Paris, servos e serventuários de especuladores, de offshores, de roubos, não de joias mas de países.

Reprodutores de desigualdades, semeadores de injustiças, párias da fraternidade, amigos da liberdade de saque.

É esta a Europa cínica, e canalha, que aceitou o apelo de Hollande e vai fazer de conta que é amiga da liberdade de expressão.

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