sábado, 27 de dezembro de 2014

O primeiro coxinha

Sanguessugado do Bourdoukan

“Passados 500 anos,  essas mesmas elites não mudam.  

Ao invés de dividir o mel, preferem comer merda sozinhas...” 

Georges Bourdoukan

Pêro Vaz de Caminha

E assim começa a História das elites brasileiras

“E, pois que, Senhor, é certo que assim neste cargo que levo, como em outra qualquer cousa que de vosso serviço for, Vossa Alteza há-de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de S. Tomé Jorge d’Osório meu genro, o que d’Ela receberei em muita mercê.

Beijo as mãos de Vossa Alteza.

Deste Porto Seguro, da vossa ilha da Vera Cruz hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.

Pêro Vaz de Caminha”

E assim começa a história das elites brasileiras.

Troca de favores.

O que se lê no último parágrafo da carta de Caminha ao rei dom Manuel  é para que ele libertasse do cárcere o seu genro, Jorge d’Osório casado com sua filha Isabel, preso por assalto e agressão.

( Esperto ele. Deixou o pedido por ultimo para que o rei não alegasse esquecimento.)

São as famosas elites que sempre mamaram nas tetas do governo.

Talvez isso explique sua aversão a tudo que é diferente ou novo.

Assalto e agressão.

Passados 500 anos,  essas mesmas elites não mudam. 

Ao invés de dividir o mel, preferem comer merda sozinhas...

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