quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Brasil corre risco de novas Trevas?

Via Política, Economia e Cultura

ARNOBIO ROCHA

Gotham City não é apenas uma metáfora dos novos tempos.

Gotham City não é apenas uma metáfora dos novos tempos.

Dias terríveis estão se aproximando, não sou dado ao alarmismo, mas a se manter a tendência da conjuntura, uma enorme tempestade se formou e vem chegando fortemente. De alguma forma me lembro da cena da dança de Bruce Wayne (Batman) e Selina Kyle (Mulher-Gato), em que ela sussurra no ouvido dele sobre a tempestade que está para cair em Gotham City, que toda aquela riqueza e hipocrisia em volta vai acabar.

Estamos num limiar de um grande desastre e todos os indícios de que ele vai acontecer estão dados, tudo caminha à passos largos para o abismo, nenhum voz de bom senso parece se levantar. Os radicais de extrema-direita, um Tea Party mambembe, e seus neo-aliados de Direita (PSDB/DEM) querem provocar uma grave crise institucional, a tentativa é clara de inviabilizar a posse de Dilma, que foi eleita democraticamente num duro segundo turno. Em caso de posse, a estratégia será criar todas as dificuldades possíveis para que ela não governe.

As provocações são feitas dia após dia, enquanto reina silêncio do lado de Dilma e seus aliados. A tática é ampla, uso da CPI, confronto no parlamento, inclusive usando assessores e partidários para agredir, a fim de serem agredidos de volta, para causar mais mal estar e comoção social. As manifestações semanais convocadas estão esvaziadas, mas ganham amplo destaque midiático, fortalecendo os vínculos golpistas entre a mídia e oposição. Figuras histriônicas, como Lobão, dão a tônica da desmoralização destes atos que, em regra, levanta cartazes pedindo Golpe Militar.

No Parlamento, a direita em geral, Bolsonaro em especial, agride porque quer ser agredida. Um revide duro, como prisão por ofensas à presidente, por exemplo, serviria para justificar uma loucura alimentada na sociedade, por eles, de que estamos num processo de cubanização, é a cara da burrice. Eles querem e precisam de “provas” de que não vivemos numa democracia, então, para alimentar seus acólitos, desta missa funesta usam de todas as artimanhas, as mais sórdidas possíveis, como dizer publicamente que estupraria uma colega parlamentar, que por acaso, até pouco tempo era Ministra de Estado, dos Direito Humanos.

Uma agressão para justificar o Golpe, não nos enganemos, Bolsonaro é um agente provocador, ele é da última geração dos gorilas que assaltaram o poder em 1964. Agem de caso pensado toda a sorte de agressões à democracia é proferida justamente para provocar reações e provar que estão “certos”. Aos patriotas, aos que acreditam na democracia, não apenas o PT, todos têm a obrigação de isolar estes selvagens, toscos. Sim, corremos riscos democráticos ou, no limite, de desmoralizar as instituições se Bolsonaro não for punido.

Parece claro que a tática do Caos e Desordem, utilizada amplamente na Ucrânia, um ano atrás, está sendo repetida aqui, por enquanto não temos, ainda, uma Praça Maidan (Ucrânia), nem uma Praça Tahir (Egito), para virar o símbolo do golpismo, mas o método é o mesmo. Meses atrás escrevi sobre a inconfidência de Soros, de como ajudou no golpe que derrubou o governo eleito da Ucrânia (Soros – O “Exportador” de “Revoluções”, digo, Golpes.), quem está por trás desta marcha de insensatez no Brasil?

Mesmo com todos os erros cometidos pelo governo do PT, ao contrário do que previam, não houve quebra da ordem ou da democracia, quem, mais uma vez, se propõe ao golpe é a Direita, usando de velhos artifícios, antes testados contra Getúlio, depois com Jango. Criar a sensação do “mar de lamas”, de caos, de que o país vai “virar Cuba, Venezuela” ou qualquer fantasma, trazidos ao debate pelos delirantes. Criando uma horda de celerados que agridem qualquer discordante na redes sociais e até em eventos sociais, naquilo que venho chamando de “Assédio Social”.

O alvorecer do novo neoliberalismo, o Estado Gotham City, que emerge dos escombros da Crise 2.0, não quer saber de Democracia e Política, esta coisa do “passado”, para destruir estes valores tão caros, acendem o fogo da “corrupção” do Estado, de sua falência. No meio de tudo isto, joga-se na lata do lixo da história, anos e anos de construção de sociedade, o que importa ao Kapital é sua reprodução (A Democracia é um Estorvo para o Kapital?).

Nada pode impedi-los, o governo do Brasil, muito menos os BRICS, quem não estiver “em linha” com a nova ordem, vira eixo do mal, ou é destruído de forma externa, guerra e enfrentamento, ou interna, com golpes e esfacelamento do Estado Nacional, promovidos pelos aliados locais do Grande Kapital. A Democracia não lhes agrada, aliás é um empecilho aos seus planos (Democracia para Quê?).

Há pouco espaço de manobra, mas quem quer o Brasil com Democracia, esqueçamos os embates momentâneos, precisamos nos unir para defender a Democracia e isolar os fascistas de plantão.

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