quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O que disse Cristina Kirchner na ONU para que a falsimídia cortasse o áudio, suspendesse a tradução e terminasse com a transmissão?

Via Insurgente.org

Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti

Uma testemunha incômoda na ONU:

Cristina Fernánez se transformou numa testemunha inconveniente, lembrou-lhes verdades que eles não queriam ouvir; ela ultrapassou a “linha vermelha dos EUA e de seus amigos”.  Cortem! Cortem! - gritava a falsimídia.

Por que algumas redes internacionais e imperiais interromperam a transmissão direta e a tradução do discurso da presidente argentina, pronunciado na Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque?

A resposta é simples. Cristina Fernández de Kirchner ultrapassou a linha vermelha dos norte-americanos e de seus aliados.

Eis aqui os principais pontos de seu discurso, publicado nas redes sociais:

“Nos reunimos aqui há um ano, quando qualificastes de terrorista o regime do presidente Assad e apoiastes os rebeldes da Síria, que vós qualificastes de revolucionários. Hoje, nos reunimos aqui para erradicar esses mesmos revolucionários, que resultaram ser terroristas.

Vós haveis inscrito o Hezbolláh na lista de organizações terroristas, quando na realidade ele é um grande partido reconhecido no Líbano.

Vós haveis acusado o Irã de estar por trás do atentado contra a embaixada israelense em Buenos Aires, enquanto os investigadores argentinos não conseguiram comprovar a implicação desse país.

Vós haveis adotado uma resolução contra a Al Qaida depois dos atentados de 11 de setembro. Países como o Afeganistão e o Iraque foram invadidos e seus habitantes massacrados sem motivo, enquanto esses mesmos dois países têm sofrido eles mesmo o açoite do terrorismo.

Ficou demonstrado, depois da Guerra de Gaza, que Israel provocou ali um desastre horrível, e causou a morte de um grande número de civis palestinos. Nesse momento, não vos interessastes em outra coisa que não os foguetes lançados sobre Israel, e que não causaram muitos danos nem perdas humanas.

Nos reunimos hoje para adotar uma resolução internacional que incrimine e lute contra o Exército Islâmico,  enquanto essa organização desfrutou do apoio de países conhecidos e que são aliados de alguns Estados-membros do Conselho de Segurança".

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