sábado, 27 de setembro de 2014

Uruguai: A máscara

GilsonSampaio
Recebi do amigo Renzo e a similaridade com o Brasil só ratifica minha convicção de votar em Mauro Iasi, do PCB.  Ao final do texto você poderá ler a convocação que Mauro Iasi faz pela união das esquerdas, que seja por uma pauta mínima, pra dar combate à mercantilização da vida.
Gilson:
Se não recebesse relatos de amigos do movimento ambientalista sobre o modus operandi do governo uruguaio no trato das questões ambientais e sociais, acharia que há muito exagero no texto abaixo, mesmo tendo sido escrito pelo Zabalza, um dos lutadores sociais mais íntegros daqueles pagos. Contudo, infelizmente é isso  aí e muito mais. Situação parecida com a daqui, com a diferença de que pelo menos o governo Dilma não anda com relações tão carnais com os EUA.
Abraços
Renzo
Uruguai: A máscara
Via Rebelión
“…quando o carismático Tabaré Vázquez convocava a “tremer com as raízes do neoliberalismo”. Dez anos mais tarde, pode-se ver que nem as raízes nem mais nada tremeu; a chave do fenômeno “desilusão”deve ser procurada na ausência do terremoto prometido. É a mesma história de Rodriguez Zapatero na Espanha, de Hollande na França e da social-democracia européia, e do mesmo processo de desencanto que parece estar ocorrendo no Brasil.”
Jorge Zabalza
Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti
The Guardian
O mundo conhece o matrimônio igualitário, a despenalização do aborto, a legalização da maconha, o discurso nas Nações Unidas do presidente mais pobre do mundo, os gols de Suárez...os traços mais belos da bela máscara com que o Uruguai se apresenta.  A intenção deste artigo é aproximar o leitor ao modelo produtivo uruguaio, suas conseqüências sociais e a questão dos direitos humanos. São apenas alguns dados que indicam, a quem possam interessar, por onde explorar e descobrir a face mais feia da realidade uruguaia, que sua máscara de apresentação oculta.
O modelo produtivo



No breve lapso dos últimos dez anos, o cultivo da soja transgênica passou dos escassos 20 mil hectares que ocupava para mais de um milhão e meio de hectares, quase 10% da terra cultivável do Uruguai. Embora seja o principal produto de exportação, não lhe é agregado valor algum: 95%  dela é enviada a granel para ser industrializada na China ou na Europa. O  Ministério da Economia contabiliza como “exportado” o grão que atravessa os portões da Zona Franca de Nueva Palmira: 80% da colheita sai através desse enclave estrangeiro sem pagar impostos.
Segundo o censo agropecuário, o volume de agrotóxicos que o Uruguai consome multiplicou-se quase por 5 (de cerca de 4 mil toneladas passou a 19 mil); pelas mesmas razões, a importação de fertilizantes duplicou (de 243 mil toneladas para 556 mil). As outrora naturais pradarias do Prata hoje estão banhadas em substâncias químicas que a soja transgênica requer. Somam-se centenas as denúncias de intoxicações de pessoas e de contaminação dos rios e arroios. 
Como o cultivo da soja não requer mão de obra, expulsa-se os habitantes da terra: entre 2000 e 2011, o numero de assalariados rurais sofreu uma diminuição de 26,5%, e a população dedicada às tarefas agrícolas 43,7%. Como a rentabilidade é maior se os cultivos forem feitos em grandes áreas, a expansão da soja acelerou o processo de concentração da propriedade da terra. O Uruguai está a caminho de tornar-se um gigantesco e despovoado latifúndio.
Como foi possível uma transformação tão profunda do campo uruguaio? A expansão da soja em todo o  Cone Sul é o grande negócio de Monsanto, Cargill e outras corporações multinacionais que especulam com a produção de alimentos no planeta. Beneficiam-se também os famosos pools de semeadura, empresas de bandeira argentina, cujo exemplo paradigmático são  “Los Grobo”, propriedade de Gustavo Grobocopatel, o “rei da soja” do Mercosul.
Os investidores chegam a estas praias atraídos pelas leis de investimentos e Zonas Francas que lhes entregam gratuitamente o rico patrimônio nacional, mas também pelas promessas e mimos do presidente Mujica. Antes de iniciar seu mandato, em um “almoço de trabalho” no hotel Conrad de Punta Del Este,  Mojica pediu aos empresários estrangeiros que viessem para o Uruguai, prometendo-lhes que  gozariam de prerrogativas,  e que ninguém os castigaria com impostos como as retenções que os exportadores de soja pagam na Argentina. Cinco anos depois, ao pedir aos capitais finlandeses que por favor venham  construir outra fábrica de celulose, o presidente Mujica opina publicamente que é  um “sacrifício” que ele faz para criar postos de trabalho. Contudo, as próprias cifras de seu governo demonstram que, para cada hectare que os reflorestamentos roubam à criação de gado, são expulsos cinco assalariados rurais do campo, sendo eles enviados para vegetar na periferia de Montevidéu. Em proporção à sua população e território, graças às ajoelhadas de seus governantes, o Uruguai está orgulhoso por ser o país da América Latina que recebeu a maior quantidade de investimentos estrangeiros diretos, orgulhoso de ser uma nação dependente do sobe e desce dos preços internacionais dos “commodities” na bolsa de Chicago.
O modelo se completa com uma dívida externa cuja monta cresce dia a dia, e que determina aspectos essenciais de nossa vida: os gastos em educação pública, a construção de moradias acessíveis aos pobres e em atendimento em saúde são limitados para pagar juros e amortizações aos credores. A dívida social não é saldada, mas “honra-se” a dívida externa, que nos submete aos vaivens das taxas de juros fixadas pelo Federal Reserve dos EUA.
Tornaram-nos um país deformado pelos investimentos estrangeiros e condenado por toda a vida ao pagamento da Dívida. Não foi essa a revolução agrária de Artigas em 1815, nem a pátria socialista pela qual morreram tantos e tantas nos anos 70; sequer é o Uruguai Produtivo que as bases da Frente Ampla definiram antes de 2005. Quem determinou esse destino para nossa pátria? Foi algum congresso da Frente Ampla? Não, de maneira nenhuma. É obra de Danilo Astori, Tabaré Vázquez e José Mujica, operadores políticos dos capitais multinacionais que transformaram a matriz produtiva do Uruguai.
Consequências sociais



Na base de dados de imposto de renda da Direção Tributária, o Instituto de Economia da Universidade da República conseguiu determinar que o 1% de uruguaios mais ricos, cerca de 23 mil pessoas, apropriam-se da mesma parte do rendimento nacional  que os 50% mais pobres da população, cerca de 1.150.000 pessoas. Esse dado é completado com a notícia de que, nestes primeiros meses de 2014, os lucros dos bancos privados foram os maiores dos últimos quatro anos. Também cresceu a rentabilidade dos negócios de exportação e importação, do “agronegócio”, da produção de carne bovina e ovina, a especulação imobiliária, do transporte de carga e do turismo. O crescimento da economia uruguaia, seu desenvolvimento e o modelo exportador são administrados para enriquecer ainda mais os mais ricos. Apesar da imagem de redistribuição que o governo vende, nestes dez anos a concentração de renda nacional tem sido a mais regressiva e injusta dos últimos cem anos.
Essa regressão tem produzido um agravamento da injustiça  social. Vejamos um par de dados que avaliza essa situação: a Universidade da República pôs ao conhecimento do público que as cifras reais de crianças com menos de 6 anos que nasciam pobres, quase o dobro dos 27.2%  que os organismos governamentais contabilizavam. Naqueles mesmos dias a imprensa inteirou-se de que 100 mil jovens “não trabalham nem estudam”, fato que as estatísticas oficiais pretendem ignorar. Por outro lado, apesar dos conselhos salariais e de proteção sindical, a metade dos assalariados se mantém abaixo dos 16 mil pesos mensais (aproximadamente R$ 1.500,00 – N.do T.). Ao definir a pobreza por uma “linha” de ganhos em dinheiro, que em julho de 2014 foi fixada em 9800 pesos (cerca de R$ 960,00),para o governo esses assalariados não são pobres, embora seus rendimentos não cubram sequer um terço de suas necessidades básicas. A pobreza é um fenômeno cultural, e não somente de renda insuficiente: no Uruguai, vivem bem mais de um milhão de pobres, um terço da população, cuja cultura é uma forma empobrecida de pensar e sentir, marginalizada da estrutura do conhecimento e da educação, que para sobreviver utiliza códigos muito diferentes aos empregados pelos incluídos na vida do consumo e ostentação. A pobreza econômica, quatro ou cinco gerações de uruguaios pobres, é conseqüência irremediável do modo como o capital se reproduz, e no Uruguai cresce na mesma medida em que aumentam os  investimentos das corporações multinacionais. A instalação de uma fábrica de celulose aumenta em 4 ou 5 pontos o PIB (segundo Mujica), mas se alimenta mantendo salários baixos, infantilizando a pobreza e deixando a juventude sem futuro.
Por outro lado, é certo que um setor dos trabalhadores aumentou seu consumo e seu conforto a nível de classe média. O progressismo instalou conselhos onde o valor dos salários é fixado por acordos entre trabalhadores e empresários, com a participação do Ministério do Trabalho. A medida estabeleceu uma instância “institucionalizada” para a luta salarial, uma espécie de “luta permitida”, que se traduziu no crescimento do número de sindicatos e na quantidade de trabalhadores a eles filiados, e que melhorou sensívelmente a renda de aproximadamente um terço dos trabalhadores uruguaios. Essa transferência de poder aquisitivo foi um impulso decisivo para a expansão do consumo e, consequentemente, para a expansão do PIB do Uruguai. Contudo, o bem estar de uma parte não pode servir para ocultar a situação real da grande maioria dos trabalhadores.
A população empobrecida tem sido empurrada para os bairros que rodeiam Montevidéu, áreas que parecem transplantadas da África pobre e que estão cuidadosamente separadas das áreas onde os ricos vivem como no Primeiro Mundo. Apesar da CEPAL e “The Economist” felicitarem o governo de Jose Mujica por suas conquistas, a brecha entre os mais ricos e os mais pobres está tomando dimensões escandalosas. O Uruguai está percorrendo o Caminho que a Europa e os EUA já percorreram..., e algum dia Mujica deverá prestar contas por sua hipocrisia em criar para si a imagem de “presidente mais pobre do mundo” e favorecer a concentração de renda e de riquezas.
Dupla Moral



Mais de 10% dos moradores de Montevidéu vivem em assentamentos irregulares. É uma população condenada pelo sistema: as elites a identificam como uma ameaça à sua segurança e preventivamente lhe declararam guerra. Sua existência passou a ser justificativa para a aquisição das mais modernas tecnologias de vigilância, controle e repressão. Por acordo entre ambos os governos, permitiu-se a intervenção de “assessores” dos EUA no treinamento dos policiais e guardas carcerários do Uruguai. Os “conhecimentos” advindos do apartheid estadunidense somam-se às lições já ministradas  pela polícia de Israel, especialista no “controle” da nação palestina. Então, não é de se estranhar que tenham se tornado sistemáticos os abusos e a violência policiais contra os bairros da periferia, nem que haja tortura nas prisões para adolescentes.
O modelo produtivo cria marginalização e exclusão social, que a polícia se encarrega de controlar reprimindo.  O significado profundo do fenômeno é o abandono dos mecanismos pacíficos para resolver conflitos sociais e a opção pelo exercício institucional da violência.  Os partidos políticos permanecem passivos diante dos torturadores e do “gatilho fácil”. Continuando-se nessa direção, mais cedo do que tarde os direitos humanos começarão a ser sistematicamente  violados.
A atual violência policial não está desconectada da impunidade desfrutada pelos criminosos que cometeram delitos de lesa-humanidade entre 1968 e 1985. No Pacto do Clube Naval (1984), que permitiu o retorno à vida parlamentar e eleitoral, os comandos militares exigiram não serem castigados por seus delitos. A impunidade tornou-se o programa político  do partido militar e, mancomunados com ela, transitam esta “democracia” imposta por eles. A firmeza de suas reivindicações dobrou a vontade das elites e impôs as políticas de esquecimento e perdão que determinam o clima ideológico atual. A Verdade e a Justiça desapareceram dos debates eleitorais na atual campanha; elas não preocupam nenhum dos quatro partidos disputam vagas no parlamento. Esse contexto provocou um retrocesso nas investigações e condenações judiciais dos culpados de crimes de lesa-humanidade. Apesar das recomendações internacionais de serem diligentes nas causas relacionadas aos direitos humanos, o Governo e o Poder Judiciário parecem ter se comprometido a encobrir os militares acusados de desaparecimentos, assassinatos, violações e torturas. Essa impunidade cria um clima subjetivo de dupla moral que favorece o ressurgimento dos abusos e da violência policial nos bairros de periferia, assim com da tortura, vexações e perseguições aos adolescentes privados da liberdade.  É nessa questão que a apostatasia mostra suas facetas mais pervertidas... Talvez possa qualificar-se com “fraqueza humana” que Mujica, Fernández Huidobro e outros ex-guerrilheiros que os acompanham abandonem as fileiras de luta pelo socialismo e tornem operadores das grandes corporações multinacionais; talvez até se possa compreender que sejam indiferentes às condições de pobreza nas quais vivem mais de um terço dos uruguaios e tenham atravessado as trincheiras para assinar acordos militares com o Pentágono e tomar whisky com os reis do Império, como Obama, Soros e Rockfeller; contudo, excede toda a capacidade de compreensão e desperta a vontade de matá-los a duplicidade ética e moral que os leva a proteger aos torturadores e assassinos do terrorismo de Estado, os que mataram, fizeram desaparecer, violaram e torturaram suas companheiras e companheiros, que eles mesmo tinham convocado para dar a vida pela emancipação social. Abjuraram de seus princípios, de seus sentimentos mais profundos, aqueles que se tornavam lágrimas diante da notícia da morte do irmão querido...são apóstatas, e se conseguirem sobreviver às suas consciências, serão lembrados pela História como os Malinche (*) do século XXI. Imperdoáveis.
Campanha eleitoral



Os carrinhos e as carroças dos catadores de lixo de Montevidèu ocupam o centro da cidade, e os montevideanos se inteiram de que existe um mundo desconhecido além dos muros invisíveis da marginalização. A Suprema Corte de Justiça deixa em liberdade os assassinos do professor Júlio Castro, um dos desaparecidos mais emblemáticos, e os uruguaios tomam consciência de que a hipocrisia institucionalizada protege os criminosos de lesa-humanidade. Aparecem na tela da TV as crianças e mulheres de uma área rural mostrando as manchas de sua pele agredida pelo glifosato, ou a água potável  turvada pela contaminação do rio, e os montevideanos se dão conta que o “agronegócio” é agressão, doença e morte. Ainda que os meios de comunicação em massa reiterem até o cansaço que a pobreza e a indigência diminuíram, aos eleitores o salário não é suficiente para chegar até o final do mês, e vêem como há pessoas vivendo do lixo, limpando pára-brisas nas sinaleiras e dormindo na rua. As pessoas sabem que os institutos de ensino para onde levam suas crianças são um desastre, embora Tabaré Vázquez repita que “a educação vai bem”. Os votantes talvez nem saibam das críticas  que o governo recebe vindos da “esquerda  radical”, mas se desanimam com a evidente contradição entre as promessas sonhadas e os dez anos de governo. Os fatos dizem por si mais do que mil discursos ou artigos nas redes sociais..... Por que um governo que diz ter terminado com a pobreza deixa de ser apoiado entusiasticamente pela militância? Como isso pode acontecer? A Frente Ampla triunfou amplamente nas eleições nacionais de 2004, quando o carismático Tabaré Vázquez convocava a “tremer com as raízes do neoliberalismo”. Dez anos mais tarde, pode-se ver que nem as raízes nem mais nada tremeu; a chave do fenômeno “desilusão”deve ser procurada na ausência do terremoto prometido. É a mesma história de Rodriguez Zapatero na Espanha, de Hollande na França e da social-democracia européia, e do mesmo processo de desencanto que parece estar ocorrendo no Brasil.  
(*) Malinche: índia nahuatl que acompanhou Fernão Cortés e que teve um papel decisivo na conquista do México no século XVI. É considerada uma traidora pelos mexicanos, pois passou para o lado espanhol (N.do T.)        
O texto de Mauro Iasi
‘A verdadeira tarefa da esquerda vem depois das eleições: construir a alternativa ao bloco dominante’

2 comentários:

  1. Caro Gilson,

    Há mais de ano, sob o nick de El Kabong, escrevi de minhas desconfianças sobre Mujica. Falei do paraíso fiscal uruguaio e que eu só passaria a acreditar neste senhor quando acabasse com este atracadouros das sacanagens sulamericanas, com certeza não só as daqui. Tudo que tenho lido a respeito de Mujica me faz crer que o velho fabianismo anda bem atuante. Algumas de suas medidas parecem inspiradas no ideário da tal trambicagem da Nova Ordem Mundial. Ruína da educação, entrega do Estado ao capital corporativo transnacional, legalização das drogas, impostos para "reembolso" do sistema financeiro internacional, bacanal financeiro, empobrecimento da população, concentração de riquezas... e sempre de mãos dadas com os genocidas do norte.

    Por aqui ainda temos algumas diferenças, mas as semelhanças ainda são em muito maior número. Não é questão de Dilma, Aécio ou Osmarina. Uns podem dar um compasso mais acelerado que outros, mas no final teremos o mesmo resultado: a entrega total. Isto é visível. Por vezes penso que John Perkins em Confissões de um Assassino Econômico é um fiel retrato do que se sucede por estas bandas. A persuasão por meio de "argumentos sólidos, bem embasados", deve andar a funcionar de acordo.

    Inté.

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  2. No mundo não ha mais espaço para as esquerdas. Não se come palavras e promessas. Nem existe almoço de graça, pois qualquer beneficio requer fonte financeira que o sustente. Todos os meios financeiros vem da classe trabalhadora, que não tem como sustentar benefícios previdenciários e trabalhistas de um regime supostamente socialista. Na realidade se socializa a miséria. A nação cada vez mais pobre. Assim dentro de poucas decadas seremos socialmente mendigos, vivendo miseravelmente de supostos beneficios sociais que empresarios e trabalhadores nao tem condiçoes de sustentar. Os demais problemas, que nao tem a haver como produzir para sustentar, é mera discussão, semantica. Ou acordamos para a realidade ou morreremos. Um choque de capitalismo seria bem vindo.

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