domingo, 15 de julho de 2018

Rescaldo da Copa: mais pareceu jogos de guerra

GilsonSampaio





Sempre execrei a dupla Parreira-Zagalo por roubarem a poesia e o lúdico ao futebol.Um deles preconizou quem um dia o esquema tático seria 10-0, se tivesse feicibuqui à época eu proporia um vomitaço. E se fez real a predição.

Vamos ver se consigo me explicar.

A  Islândia é um país até simpático pelo pontapé que deu na bunda da canalha bancária e por ter elaborado uma  constituição com participação direta dos seus 300mil habitantes, via  internet. Em relação ao futebol, desafio que me apontem um grande feito ou grande craque antes dessa Copa.  Nunca tiveram relevância no universo futebol.

Fosse a Islândia a campeã do copa no lugar da França, não me surpreenderia. São duas seleção com jogadores muito fortes, muito altos e muito obedientes taticamente. A diferença é que a França tem Mbappé e Griezmann, e olha que não são jogadores extra-série, mas têm algo fora do automatismo, da obediência marcial, castrense. Mais parece jogos de guerra.

Me digam, qual seleção jogou diferente de Islândia e França?

Argentina x Islândia é emblemático, ainda que a seleção dos hermanos não fosse aquela coisa. Deu pena ver a impotência dos jogadores argentinos, inclusive Messi, frente ao gigantismo e força dos atletas islandeses.

França, Croácia, Bélgica, Inglaterra, Suécia, Suíça, Islândia, Alemanha ... qual a diferença substancial entre elas?

Quantos dribles da vaca, elástico, de corpo e caneta foram vistos?

O que vi foi um futebol pantográfico, quase um pebolim, um futebol mecânico.

Dirão que sou saudosista, romântico, talvez...

Não me agrada um futebol sem alegria e surpresa pelo inesperado vindo da criatividade.



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