sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Temer, Aécio e os corruptos de estimação

Juremir Machado da Silva  
via correio Renzo Bassanetti

O Brasil vem mostrando a sua cara.

Cada dia prova mais que Dilma foi golpeada.

O segundo governo dela era péssimo, mas isso não autoriza destituição.

A corrupção jamais inquietou os que a derrubaram.

Dilma foi apeada do poder pelos eleitores de Aécio Neves, que bateram panelas e vestiram verde-amarela contra ele enchendo parques e avenidas sob o manto da ética e da moralidade.

Onde andam MBL, Vem pra Rua, Revoltados On Line e outros do mesmo gênero?

Ah, gênero, não, que eles chamam de ideologia.

A corrupção não lhes importa mais. Alguns se dedicam a censurar exposições de arte.

Por que não bateram panelas ontem contra a escandalosa preservação do tucano Aécio?

Os senadores que livraram Aécio das Malas Neves são os mesmos que golpearam Dilma.

Por que Dilma foi derrubada?

Pelas pedaladas fiscais: pagar dívidas do governo com adiantamento de bancos públicos.

De que Aécio foi salvo? De corrupção fartamente provada.

De que Michel Temer será salvo pela segunda vez? De acusações de corrupção.

O Brasil mostrou a sua cara: hipócrita, dissimulado, ideologizado, manipulador, indiferente à questão da corrupção. O STF provou que é seletivo. Quando quis, afastou Eduardo Cunha sem consultar o parlamento. Mas só depois que ele comandou o impeachment de Dilma. Antes, era útil. Quando chegou em Aécio, queridinho da elite, devolveu para o Senado a decisão.  E 44 senadores liberaram a corrupção para o alto tucanato. O mesmo já havia sido feito por deputados em relação a Temer. A dose será repetida. A política brasileira atingiu o nível abaixo da cauda do cão.

O mercado está feliz.

A bancada do boi, que deve quase 30 bilhões de ITF à União, comemora a liberação do trabalho escravo pelo governo Temer. Os escravistas não podem ter seus nomes divulgados.


Sem dúvida, o país está em franca recuperação.

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