segunda-feira, 27 de março de 2017

Complexo de vira-latas na sua expressão mais vil

Sangguessugado do Senhor X

Brasil ocupado

Fernando Rosa

A matéria publicada no jornal Estadão neste sábado não deixa mais qualquer dúvida sobre o caráter insidioso e lesa-Pátria da Operação Lava Jato. “Odebrecht começa a ter operação monitorada”, diz a chamada, seguida da informação de que “profissionais indicados pelo MPF, do Brasil, e DoJ, dos EUA, farão plano de trabalho” – por três anos. O DoJ é o equivalente ao Ministério da Justiça no Brasil e, portanto, se reporta diretamente aos chefes do governo norte-americano.

A Odebrecht Defesa é, ou era, responsável pela construção do submarino nuclear, e sua controlada, a Mecatron, pelos mísseis nacionais. A empresa foi uma das primeiras atingidas pela Operação Lava Jato, com a prisão de seu presidente, condenado a 23 anos, Marcelo Odebrecht, ainda na cadeia. Na sequência, o responsável pelo projeto do submarino nuclear, Almirante Othon, também foi preso e condenado à 43 anos, ou seja, à prisão perpétua.

A agenda que desembocou na situação atual, já estava em andamento em 2015, como já dissemos em artigo anterior. Na época, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, encontrou-se com Leslie Caldwell, procuradora-adjunta da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos EUA, ex-sócia do escritório Morgan Lewis de Nova York. O escritório é especializado em contenciosos no setor de energia, especialmente nuclear.

Na sequência do encontro, a Operação Lava Jato apontou para a Eletronuclear, deflagrando a “Operação Radioatividade”, com objetivo de investigar suspeitas na área nuclear. Em 2 de abril de 2015, dois meses após a visita de Janot aos EUA, o almirante Othon Luiz Pereira da Silva foi denunciado, preso e condenado a 43 anos de prisão. O Almirante Othon é velho alvo da CIA, desde os anos oitenta, quando a agência manteve um agente, Ray H. Allar, morando no apartamento ao lado do seu, em São Paulo.

Não bastasse isso, o juiz Sergio Moro também autorizou o compartilhamento de delações premiadas de empresários brasileiros com autoridades estrangeiras. Segundo matérias da imprensa, Moro autorizou conversas feitas diretamente com o Departamento de Justiça dos EUA, sem passar pelo Estado brasileiro, como prevê a lei. A situação só veio a público, contra a vontade do juiz, depois de denúncia dos advogados do ex-presidente Lula, durante os depoimentos.


Segundo a matéria do Estadão, “os dois monitores independentes vão analisar o que a empresa está fazendo em termos de compliance e traçar seu plano de trabalho – que será entregue às autoridades no fim de abril”. Diz ainda a matéria que “embora sejam financeiramente bancados pela empresa, os dois monitores são independentes e prestam contas apenas ao Ministério Público e ao DoJ”. Em resumo, o país foi invadido, seu setor de ponta da Defesa Nacional ocupado e, se nada for feito, acabará destruído.

2 comentários:

  1. Gilson,

    Bons tempos quando tínhamos uma condessa a frente de um órgão de informação. Condessa Pereira Carneiro e o JB travaram luta contra esta praga que hoje domina a nação. Tal de oligopólio midiático. Hoje temos consciência de que infelizmente se tratou de luta inglória. Houvesse hoje um órgão como o JB daqueles tempos e esta escumalha de cabeça oca o tarjaria de ferramenta de comunistas. Eles todos se merecem ou são merecedores de: mídia golpista, coxinhas paneleiros, terceirizados quarteirizados, aposentados sepultos, Aécistas, Bolsonaristas, Temeristas. A tragédia que ora aqui ocorre já estava em andamento na Europa. E os paneleiros antolhados e conduzidos por toda esta picaretagem midiática, seguiram direto para o abatedouro e, desculpe o elevado calão em se tratando de quem se trata, foderam com meio mundo junto. Escracharam com a democracia, onde eleitos de mãos e pés limpos são derrubados segundo os interesses da reencarnação do espírito traíraço histórico de Joaquim Silvério dos Reis, incorporado no Asnécio Never(more) destes nossos insanos dias, mancomunado com todos os saqueadores das Terras de Vera Cruz.

    Asnécio, a história, assim como ocorrido com Silvério dos Reis, lhe fará justiça. Tenha um pouco de paciência.

    ResponderExcluir

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que resvestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais.
As críticas, mais do que os afagos, são benvindas.