sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Show de horrores do judiciário, imprensa e elites


A morte de Dona Marisa marca o ápice do antipetismo hidrofóbico e da respectiva chuva de perdigotos fascistas.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, barba e close-up

O show de horrores que o judiciário, a imprensa, as elites e a classe média despolitizada têm protagonizado nos últimos anos junto a Marise e Lula está para muito além do revoltante; é de causar indignação profunda em qualquer individuo que, independente de posicionamento politico, preze os mais básicos princípios democráticos e de direito.

Divulgação de notícias distorcidas e mentirosas, geração de factoides, perseguições pessoais, acusações sem provas, "lawfare", vazamento de áudios de conversas privadas e toda sorte de ações do tipo escancaram o ódio que os mais abastados reservam a qualquer um que ouse questionar seus privilégios - exatamente como fizeram Lula e Marisa.

Evidentemente que o inferno que criaram na vida do casal tem relação causal direta com o AVC que vitimou a ex-primeira dama; nem é preciso ser médico para tal constatação.

E mesmo com as mãos sujas de sangue, mesmo frente a morte - que deveria, por sua inevitabilidade universal, gerar um pouco de empatia em todos nós - esse ódio só cresceu.

O buzinaço em frente ao Sírio Libanês após o anúncio da morte cerebral de Marisa simboliza muito bem o fim de qualquer resquício de dignidade ainda presente na porção alienada da classe média, ávida que é em condenar seus pares para defender seus próprios exploradores.

E esse pacote tenebroso de injustiças somado à leniência bovina dispensada pelo brasileiro médio aos casos de corrupção de outros partidos que não o PT, expõe a anatomia real do antipetismo: não se trata - nem nunca se tratou - de indignação com a improbidade, mas sim de puro ódio de classe.

Deixo, junto da vergonha que me acomete por ter que dividir o oxigênio com essa gente desalmada, meu total e irrestrito apoio a Lula e sua família.

Porque hoje morreu Marisa.

Porque hoje chora Lula, de coração despedaçado, a dor da perda de uma companheira de mais de quarenta anos.


Mas amanhã poderá ser com qualquer um de nós que, sem sangue azul, levante-se contra os privilégios pseudomeritocráticos dos "bem nascidos".

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