quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

MAIS UM CRIME DE LESA PÁTRIA (II)

feicibuqui do Francisco Costa


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Esgotado e encerrado o ciclo militar, a estratégia multinacional mudou do estupro para a sedução, mas com a mesma finalidade, nos espoliar, saquear, reduzir a colônia produtora de matéria prima.

A elite brasileira decidiu que o melhor para ela seria o keynisianismo, uma das variantes do neoliberalismo, a doutrina do estado mínimo, com todo o setor produtivo passando para a iniciativa privada, com a venda de todas as estatais, e o Estado reduzido a coletor de impostos, para criar e manter a infra estrutura que garanta os lucros da economia, privada.

Sarney chegou criando as bases para as privatizações nos governos seguintes, ele mesmo privatizando.

Cinco anos brigando com a hiperinflação, Sarney pouca estrutura teve para privatizar, mas mesmo assim privatizou 18 estatais, entre elas a Aracruz Celulose, responsável pela produção, na época, de mais da metade do papel e papelão consumidos no país.

Para se ter idéia do que significam as privatizações, em termos de dinheiro para os cofres públicos, as 18 estatais foram vendidas por 533 milhões de dólares, o que, na média dá menos de trinta milhões de dólares para cada uma, menos que um jatinho executivo desses dos pastores e empresários.

Chegou Collor, o Caçador de Marajás, terminando um marajá cassado, e foi logo criando o PND, Programa Nacional de Privatizações, que previa a privatização de 68 estatais brasileiras, tendo ficado em 18 porque foi cassado.

O alvo preferencial de Collor foi a siderurgia brasileira, extinguindo a empresa holding (que aglomerava todo o parque siderúrgico nacional), SIDERBRÁS, privatizando diversas empresas, a começar pela USIMINAS, a segunda empresa brasileira em rentabilidade, atrás só da Petrobras, na frente da Cia Vale do Rio Doce.

O Grupo Gerdau, hoje na operação Zelotes, por ser um dos maiores sonegadores de impostos do país e corrupto ativo, comprando funcionários públicos da Receita Federal, para que sumam com processos e cobranças judiciais e extra-judiciais, arrematou, em leilões suspeitos, praticamente todas as siderúrgicas brasileiras.

Chegou Itamar Franco, que continuou, embora em menor escala, as privatizações, acabando com a siderurgia brasileira, privatizando as empresas que sobraram: Cia Siderúrgica Nacional (CSN), Açominas e Cosipa. Vendeu ainda a Embraer, orgulho nacional, a segunda no ranking internacional na fabricação de aviões de médio porte, civis e militares, com tecnologia 100% nacional, superada apenas pela Bombardier, francesa.

Nessa época surgiu uma figura obscura, quase desconhecida, herdeiro do Grupo Vicunha, ligado à indústria têxtil e amigo pessoal de FHC.

Seu nome? Benjamin Steinbruch. Comprou a CSN e, depois, já no governo de FHC, a preço de banana comprou a Cia Vale do Rio Doce.

Chegou FHC, o maior pirata da nossa história, em todos os sentidos.

Até aqui os vendilhões da pátria seguiam os conselhos e orientações do FMI e do Consenso de Washington, duas organizações agentes do imperialismo.

Graças a compromissos assumidos na campanha eleitoral, inclusive de financiamento, FHC se reduziu a mero executor das ordens que vinham de lá, um simples executivo de Washington, a ponto da mídia internacional tratá-lo como “o cachorrinho do Bill”.

Como funcionaram as privatizações, na era FHC?

Disso falarei no próximo artigo, amanhã, para que se indignem com o fato de FHC ser o único presidente que realizou privatizações na América Latina e não estar preso ou morto, como os demais.
Depois chegaremos em Temer, um agente norte-americano, segundo os próprios norte americanos.

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