terça-feira, 6 de setembro de 2016

TERRORISTAS, ENFIM

Feicibuqui do Leandro Fortes

Foi como uma profecia.

Durante os governos Lula, entre 2003 e 2010, escrevi, como repórter, pelo menos quatro matérias sobre a briga da esquerda do PT, dentro governo, contra a criação de uma lei antiterrorista no Brasil.

Era uma agenda pós 11/9 dos Estados Unidos que era bancada pelo Gabinete de Segurança Institucional, um reduto de generais, infelizmente, mantido por Lula.

Quem impediu o Executivo de mandar essa aberração ao Congresso Nacional foi o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e a equipe de jovens advogados que o assessorava, entre eles, Pedro Abramovay - que pode contar essa história melhor do que eu.

Eles sabiam que o projeto de lei antiterrorista era tudo que a direita em geral, e a bancada ruralista, em particular, queria para criminalizar os movimentos sociais. Principalmente, o MST.

Pois Dilma, assessorada por José Eduardo Cardozo, deu de bandeja esse canhão para os golpistas.

Caiu no conto da necessidade da lei para grandes eventos, como as Olimpíadas.

Não tardou, os primeiros sem terra já foram enquadrados como terroristas, em Goiás, onde estão as fazendas dos Caiado.


Em perigo estão todos os outros movimentos sociais, agora subversivos, num remake macabro do AI-5.

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