terça-feira, 13 de setembro de 2016

Resistência em movimento

feicibuqui da Malu Aires

Malu Aires


Tive informação de que a reunião geral da Frente Brasil Popular em São Paulo foi muito produtiva. Vou dividir com vocês os pontos levantados por nós.

A pauta foi apresentada, discutida e mais integrantes aderiram ao enfrentamento ao golpe como questão a ser defendida.

Durante o encontro que durou uma manhã e uma tarde, foi possível conversar com as pessoas e movimentos presentes, além de explanar, publicamente, a importância da defesa da legalidade para que não entremos numa pseudo-democracia em Estado de Exceção por um descuido perigoso - não exigir, no momento mais indigno da história da nossa justiça, o respeito às leis.

Temos um Supremo que necessita ser contestado e cobrado, até a última instância internacional que seja. Tanto é urgente enfrentá-lo que, dois processos de afastamento estão sendo encaminhados contra o ministro Gilmar Mendes, por todos os seus excessos que bem conhecemos e que tanto nos envergonham em imparcialidade e tripúdio à sociedade brasileira que o sustenta.

Além deste, o Moro está respondendo à corte internacional por toda sorte de abuso que só bandidos praticam.

Nosso sistema judiciário precisa aprender que não está acima da Lei nem da Constituição. Ainda que se faça desrespeitar leis e códigos de ética da justiça do nosso país.

Exigir que derrubem a farsa jurídica-midiática-política que originou este golpe, é nosso dever, direito e oportunidade de expor ao mundo a indecência que contaminou as altas esferas do nosso país.

Se vão derrubar o golpe como deveriam se probos, é outra questão. Manchar a reputação de quem não merece respeito e se quer autoritário, arbitrário e golpista, é o mínimo que nossa dignidade nos exigirá no momento oportuno.

A pauta DiretasJá foi amplamente debatida quando se colocou obervações importantes sobre ela. A questão de não estarmos em 1983/84 e que o momento político do país é outro. Não saímos de uma ditadura de 21 anos, mas sim de uma eleição direta derrubada de forma inconstitucional. É bom que todos lembrem que a Justiça não tem que seguir rito, mas a Lei que nossa Constituição determina. Condenação sem crime, é golpe branco.


Questionou-se também: qual segurança institucional e jurídica teremos do resultado de um novo pleito ser respeitado no Brasil? Que justiça temos hoje para nos dar a garantia que o resultado será aceito desta vez? E foi mais uma vez, debatido o papel da cobrança da sociedade pelo respeito do nosso poder judiciário à nossa democracia que se define na soberania do voto popular, direto e não no interesse criminoso de partidos e políticos.

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