quinta-feira, 21 de julho de 2016

Apenas 31 de aprendizado de democracia

feicibuqui do Milton Temer


NORMATIZAÇÃO DO AUTORITARISMO 


Paranóia organizada mais lei antiterror sancionada, sem vetos, por Dilma, geram clima para prisão fundada em "possibilidade de crime".

É isso mesmo. Por análise subjetiva de não se sabe que linhas de comunicação na rede, o aparelho repressivo brasileiro parece se mostrar mais eficaz do que os próprios mestres - franceses, FBI e Mossad - na localização e prisão de futuros possíveis "terroristas".

E alguém acredita em tal eficácia?

Certamente que não. Mas nas mãos do general Etchegoyen, que tem a prioridade do combate ao "inimigo interno", inventado pela Lei de Segurança Nacional da ditadura, transformar a repressão em rotina é um simples apertar de botão.

Junta e mistura isso com a lei anterror e mais um ministro da Justiça com a folha corrida do instalado pelo governo golpista, e temos aí o primeiro passo para algo grave no pós-Olimpíada; a caça aos movimentos sociais que enfrentarão a pauta anti-social já planejada para depois dos mega-eventos e das eleições municipais.

Que nos cubramos todos.


Quando esse aparato começa a funcionar, é como raspa-trilho. Arrasta ou esmaga o que estiver pela frente.

Um comentário:

  1. Não cabe negar o fato de Dilma ter encaminhado e sancionado a lei anti terror. Mas ao meu ver cabe relativizar.
    Não creio ter sido o único a constatar quando anunciaram o resultado do primeiro turno que a governabilidade saíra gravemente ferida daquele pleito. Veio a luta para reeleger Dilma e não era momento para se fazer esse balanço. Isolada no congresso. e não tem nada a ver com ser "durona", pois inclusive é isso que estão pedindo e adotando como critério para escolha de um presidente. Sabemos onde querem chegar. Mas como ser forte naquelas condições? Além do mais, distanciada dos movimentos sociais, um erro que atribuo maior responsabilidade ao PT, que não encontrou no seu interior, ou fora dele, uma corrente política de esquerda consequente que fizesse a crítica sem excluí-lo ou se resumir à pauta da direita,que a esquerda não ou anti petista fazia e faz,
    Uma exigência feita por um órgão internacional, de legitimidade questionável, segundo ouvi dizer.
    Mas pegou a presidenta que enfrentou o presidente dos EUA indefesa e fustigada por todos os lados.
    Vamos ser honestos, o segundo mandato de Dilma não existiu, O que se tinha ali era um corpo presente, e mesmo assim, ainda era melhor que permanecesse lá, resistindo até onde pode. Queriam que fizesse o que? Renunciasse?
    A própria lei anti terror, ainda foi atenuada ao menos na sua letra, para os movimentos sociais. Se vamos fazer valer ou não vai depender de nossa capacidade de resistência. Que é o mais crucial a se fazer agora.
    E é ai onde sempre esteve a questão Nem o PT, embora Lula já tivesse feito mençãp a isso em várias ocasiões, nem os esquerdo críticos, entenderam que a garantia das conquistas e da democracia tinha de ser feita nas ruas e na constituição de uma unidade crítica, de ação para fazer avançar. Nem a burocracia petista queria, como é natural se esperar de uma burocracia, e nem os criticos exigiam e tentavam forçar uma mudança de postura do PT, Preferiram tratar como inimigos de classe.
    Daí chegarmos onde chegamos,no modesto ponto de vista, de um bem intencionado pela unidade da esquerda, embora saiba para onde vão os bem intencionados.

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