segunda-feira, 6 de junho de 2016

A CIA e o Mossad à frente da segurança argentina

correio do Renzo Bassanetti


Aporrea.org

Diario En Contexto
Tradução Renzo Bassanetti

O MINISTRO Da segurança confessou que o chefe da polícia de buenos aires foi recomendado pela embaixada dos estados unidos. ele seguiu os passos de macri, que escolheu o chefe da polícia metropolitana recomendado pela inteligência israelense e norte-americana. sobre isso, opina stella calloni

Credito: Diario En Contexto

5 de junho de 2016: Da mesma forma que Maurício Macri em 2009, o atual ministro da Segurança da província de Buenos Aires, Cristian Ritondo, admitiu em um programa de televisão que o chefe da polícia de Buenos Aires, Pablo Bressi, foi sugerido pela embaixada dos Estados Unidos.



Quando o atual presidente argentino criou a Polícia Metropolitana, nomeou como chefe dessa força Jorge “El fino” Palácios, homem envolvido no encobrimento do atentado à sede da AMIA e no escândalo das escutas ilegais. Ao ser questionado por essa designação no programa “Três Poderes”,( emitido pelo canal América TV em 23 de novembro de 2009), Macri argumentou: “Fomos às embaixadas dos Estados Unidos  e de Israel, e lhes dissemos: “Queremos que nos recomendem qual seria o melhor chefe de Polícia, e ambas, sem conversar entre si, disseram: “o senhor Palácios”. Em seguida, o atual presidente acrescentou: “Foi uma recomendação dos serviços de inteligência estrangeiros”, referindo-se à CIA e ao Mossad. 

Sete anos após àquela polêmica declaração, durante o programa de horário de almoço conduzido por Mirtha Legrand, o ministro de Segurança da província de Buenos Aires, Cristian Ritondo, fez uma confissão similar. Em meio a uma discussão entre ele e a deputada do Frente Renovador, Florência Arietto, o jornalista Fabián Doman (que se definiu como amigo pessoal do ministro) quis interferir a favor de Ritondo e disse: “Em me queixei que tinham nomeado a Bessi em uma conversa resevada há alguns meses, e a resposta foi que ele tinha sido recomendado pela embaixada”, com o que o ministro da Segurança de Buenos Aires concordou sorrindo .

                                                        

Ao ser  consultada sobre essa situação, a jornalista e pesquisadora Stella Calloni assegurou: “Isso ratifica o que foi denunciado pelo presidente Evo Morales há algum tempo atrás, de que cada vez que os EUA tem governos regionais dependentes, passava a eles a relação dos ministros que deveriam integrar o gabinete. Isso me foi confirmado pelo ex-presidente de Honduras, Miguel Zelaya. Quando ele ganhou as eleições, um funcionários da embaixada dos EUA se apresentou em seu gabinete com a lista dos funcionários que ele deveria nomear, coisa que Zelaya não aceitou”.



Isso não é estranho para mim, por que ele (Bressi) não é o único. A conformação do gabinete tem mão externa. ”Não é casualidade que seus membros sejam pessoas muito vinculadas ao governo ultra-direitista de Israel, e que foram eles que trouxeram um seminário sobre assuntos de segurança realizado recentemente”, ressaltou Calloni.



A jornalista também assinalou: “Sabemos que a Polícia Metropolitana recebeu assessoramento e treinamento de Israel, e que essa polícia foi criação de Macri. Um dos porta-vozes dessa polícia foi porta-voz do exército israelense. Nossa segurança está nas mãos de dois países: Estados Unidos e Israel “.

Logo acresentou: “o gabinete de Cambiemos é muito dependente dos Estados Unidos. Muita gente se preocupa por que se fala de um gabinete empresarial ou de gerentes, mas o mais grave é que, desde presidente Macri, que é da Fundação Pensar, da mesma forma que o marido da governadora Vidal, todos os ministros de Cambiemos são integrantes de fundações  que tem vínculos com os Estados Unidos . Isso quer dizer que é um trabalho que está sendo desenvolvido há algum tempo. A preparação de Durán Barba (marqueteiro de Macri- N. do T)) é a típica preparação que a CIA faz para manipular processos eleitorais”. 


Por último, Calloni assinalou: “Tudo isso vem comprovar o  que vínhamos denunciando. Muitas dessa confirmações saem das próprias declarações de Macri e de seus funcionários. Nesse contexto, me vem à mente uma expressão popular: `O peixe morre pela boca `”. 




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