quarta-feira, 11 de maio de 2016

Alguém tem que parar "a coisa" do STF

GilsonSampaio

Ontem toquei nesse assunto e disse que "a coisa" estaria impedida de participar da apreciação do recurso da AGU.

É inconcebível que "a coisa" cague e espalhe merda no SFT e sobretudo na população.

Necesssário faz que os 4 mil advogados que se manifestaram contra o impeachment acionem o CNJ.

E os movimentos sociais também.


Helcio Zolini

Pode um ministro do STF debochar de alguém que busca a Justiça e ficar impune?

No Brasil a gente pensa que já viu e ouviu de tudo, e passamos a acreditar que nada mais será capaz de nos causar assombro.

Até que um novo fato, ainda mais absurdo, surge para nos provar o contrário.

E assim, quase que diariamente somos obrigados a rever aquela máxima, de que já presenciamos tudo, e novamente nos surpreendemos perplexos.

Além de perplexidade, o caso mais recente, ocorrido nesta terça-feira (10), causa também indignação.

Onde é que já se viu em algum país sério, um  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ou de alguma Corte equivalente, que deveria se pautar pela ética e pela discrição, vir a público para debochar e desdenhar de alguém que busca a justiça para se defender? 

Foi exatamente o que fez o ministro Gilmar Mendes ao se referir à iniciativa da defesa da presidente Dilma Rousseff.

Quando questionado sobre o que ele achava da decisão do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, de entrar com um novo recurso no STF contra o impeachment, ele preferiu fazer escárnio sobre a decisão.

"Ah, eles podem ir para o céu, o papa ou o diabo", afirmou.

Francamente, isso não é zombar apenas de um governo, do qual ele nunca escondeu que lhe é detestável.

O que o ministro Gilmar Mendes fez foi uma ofensa aos brasileiros e um ato de desrespeito à própria instituição que integra. Conseguiu ainda com essa sua declaração infeliz dar um péssimo exemplo para as novas gerações e causar um desserviço para o país.

Por essa conduta antiética, desrespeitosa e nada pedagógica não mereceria ele o impeachment?


Com a palavra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

2 comentários:

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