quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tio Sam está por trás de golpe civil contra Dilma - Moniz Bandeira (o buraco é mais embaixo)

Via Independência Sul Americana

Cesar Fonseca 

Prezado César, creio que Wall Street está por trás da crise brasileira, mas lá se sabe que Dilma dificilmente cairá. O objetivo porém é arrebentar com a economia brasileira e comprar as empresas a preço de banana. É tudo o quanto sei, meu caro César. O PSDB já apresentado na imprensa alemã como partido de direita. Abs., Moniz

O consagrado cientista político e historiado brasileiro, Luiz Alberto Moniz Bandeira, autor de inúmeros públicações de prestígio internacional, diz, da Alemanha, em que mora, que o golpe está em marcha, mas que os golpistas dificilmente passarão.

No momento, Moniz Bandeira completa obra sobre o que considera nova guerra fria em que o império contiinua com os mesmos propósitos de sempre, ou seja, manter o domínio unilateralista do mundo, resistindo aos avanços democráticos, por meio de escaramuças capazes de minas as forças nacionais em todo o globo, enquanto tenta abocanhar resultados econômicos e financeiros em escala crescente, a partir do domínio do dólar como moeda equivalente internacional, papel que exerce desde final da segunda guerra mundial, com o acordo de Bretton Woods, em 1944. A força do dólar, porém, segundo o professor, vai sendo minada tanto pela crise internacional de sobreacumulação de capital como pela estruturação dos BRICs, cujo banco de desenvolvimento, começa a se transformar em alternativa às instituições financeiras imperialistas criadas por EUA, como Banco Mundial e FMI. Vale dizer, o mundo está em guerra econômica acirrada. E países, como o Brasil, riquíssimo, não deixa de ser alvo preferencial de Wall Street, para ser vítima dos assaltos especulativos se sempre, sempre com apoio de mídia golpista e de classe política antinacional, como se verifica no andamento do presente golpe civil contra Dilma e as forças nacionalistas.

Os personagens são os mesmos do passado

Todos ligados a Tio Sam.
Todos empenhados em defender interesses antinaacionais.
Todos engajados nas causas antinacionalistas.
Estão, portanto, a serviço de quem?
Evidentemente, de quem não interessa a afirmação dos interesses nacionais.
A genealogia dos golpistas de hoje seguem os passos dos golpistas do ontem.
Empenham-se, todos, contra uma causa comum: são combatentes antinacionalistas.

Fizeram tudo para derrubar Getúlio

Criaram problemas para Juscilino Kubistichek.

Não gostavam de Jânio Quadros, porque buscava autonomia para a política externa brasileira.
Derrubaram Jango Goulart.
Destruiram o PTB varguista para evitar Brizola como herdeiro do nacionalismo getulista.
Não engoliram satisfatoriamente o ex-presidente Lula, nascido no operariado.
E, em relação, a Dilma, guerrilheira contra ditadura militar, é o que se sabe: FBI e CIA espionaram e continuam espionando seu governo.
Declaram abertamente disposição de tirá-la do poder, depois de um início cheio de tergiversações, até que a fantasia foi inteiramente rasgada.


As ligações da oposição, empenhada no golpe, não deixa dúvida. Fazem o que Tio Sam quer

Durante a campanha eleitoral, o candidato Aécio Neves, tucano, mineiro, esteve nos Estados Unidos várias vezes.
Convescotes com Wall Street, grandes empresários associados à bancocracia especulativa internacional.
O braço direito de Aécio, na economia, se tivesse ganhado eleição, seria Armínio Fraga, discípulo e sócio de George Soros, especulador internacional.
Como diretor do BC, no Governo Collor, Armínio tomou todas as providências para derrubar restrições internas à penetração do capital especulativo internacional nas fronteiras nacionais.
Tudo o que recomendava Washington.
 Sabia o que viria adiante.
Depois que os Estados Unidos descolaram o dólar do ouro, nos anos 1970-80, deixando a moeda flutuar, exigiram desregulamentação geral das finanças das colonias capitalistas periféricas dependentes, eternamente dependuradas nos empréstimos internacionais e nos juros, arma de dominação global.

O jogo do entreguismo arminiamo é o grande golpe nas finanças nacionais

Tio-Sam-07Adubaram caminho da financeirização econômica global, altamente, ou melhor, puramente, especulativa, que acabaria, como se sabe, levando a economia mundial ao crash de 2008.
A financeirização especulativa desorganizaria as finanças globais, intensificando prejuízos, especialmente, sobre as periferias capitalistas, acusadas de incompetentes para gerir governos sob propostas nacionalistas, como aconteceu e acontece com governos sul-americanos nacionalistas.
Só merecem apoio e são chamadas de competentes as administrações obedientes a Washington.
A grande mídia, como sempre, endossa o ponto de vista dos especuladores, taxando de incompetentes quem busca alternativas próprias soberanas, partindo para a ironização e deboche.
Consideraram nova matriz macroeconômica reação de Dilma Rousseff às guerras cambiais e monetárias, expressas em expansão de oferta de moedas, para derrubar juros e combater dívidas, nos países capitalistas ricos, enquanto as periferias eram obrigadas a engolir os estragos em forma de juros altos, câmbios prejudiciais aos interesses nacionais etc.

Golpistas se irritam com a melhor distribuição da renda nacional

Tio-Sam-07Só pode ser considerado competente quem segue a regra de Tio Sam, dos bancos, de Wall Street – o tripé neoliberal: câmbio flutuante, metas inflacionárias e superavits primários extorsivos.
O que Tio Sam, sobretudo, não suporta é que governos petistas, nos últimos 13 anos, melhoraram o padrão de vida da maioria da população.
Melhor distribuição de renda, graças a políticas salariais que valorizam poder de compras dos assalariados, ampliam mercado interno e consolidam, nas constituições democráticas, conquistas sociais.
Ora, isso é incompatível com a lógica capitalista de concentração de renda e exclusão social, é pecado mortal para o pensamento neoliberal, exportado para as periferias por Washington, embora, nas crises, Washington não siga jamais o que recomenda aos outros.

Nada se pode sobrepor aos interesses do mercado financeiro

Evidentemente, quanto maior for a força do mercado interno, mediante ampliação do  poder de compra dos mais pobres, somada aos programas sociais que, praticamente, acabaram com a fome no Brasil, com iniciativas tipo Bolsa Família, ao lado de outras, como Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Farmácia Popular etc, maior a participação social no bolo do orçamento geral da União em detrimento dos interesses ligados ao capital financeiro.
As políticas sociais fizeram com que os mais pobres ampliassem sua participação no bolo da riqueza, como tradução da melhor distribuição da renda, algo que leva à reação conservadora as  oligarquias financeiras que abocanham, ainda, hoje, metade do orçamento geral da União, na tarefa de derrubar governo que sinaliza continuidade dessa estratégia.
É o que acontece com o governo Dilma, com apoio do Congresso.
A decisão, nessa semana, dos congressistas de aprovarem deficit fiscal de quase R$ 120 bilhões, em vez de atender demanda dos credores, para fixar superavit primário orçamentário, custe o que custa, evidencia a lógica de ampliação das forças sociais no orçamento geral da União.

O Congresso, na prática, derrubou o tripé neoliberal recessivo

Os congressistas resistiram em destruir programas sociais para que os credores continuem abocanhando metade do OGU, estimado, esse ano, em R$ 2,8 bilhões; apenas para pagamento de juros e amortizações, a banca leva 45,11%, algo em torno de R$ l, 3 trilhão.
Não interessa aos antinacionalistas, os que estão por trás do golpe civil contra Dilma Rousseff, continuidade de perfil de governo que prioriza o social para governar em vez de atender, prioritariamente, o lado financeiro, especulativo, que se monta no ambiente em que vigora a maior taxa de juro no mundo, como fruto de guerras cambiais detonadas pelos BCs dos países ricos, com suas políticas monetárias expansionais.

O papel da grande mídia é confundir, não fazer jornalismo honesto

A grande mídia, serviçal dos especuladores, rendida, incondicionalmente, às regras do mercado financeiro, bombardeia a população com a informação falsa de que os desajustes são produzidos pelos excessos de gastos do governo com os programas sociais, distributivos de renda.
Por isso, o ajuste tem que ser feito em cima desses gastos sociais e não, claro, em cima dos gastos financeiros; aqueles, quanto mais se expandem, mais produzem arrecadação e investimento; estes, os gastos especulativos com a dívida, quanto mais aumentam, mais aumenta a pobreza da população, expoliada pela ampliação da concentração de renda especulativa.

Pedaladas melhorar a vida do povo, por que não?

As pedaladas fiscais, motivo levantado pelos golpistas, apoiados pela grande mídia, como fruto da incompetência governamental, não são outra coisa que a afirmação governamental pela política social.
Por que o governo Dilma não assume totalmente as pedaladas, dizendo que, sim, pedalou a favor do povo?
O governo lançou mão dos bancos públicos para cobrir déficits momentâneos nas contas sociais, afetadas, evidentemente, pela expoliação financeira decorrente das despesas com juros que sangram as contas nacionais em proporção infinitamente superior aos desembolsos com programas sociais.

Monta-se a armação de que as pedaladas são inconstitucionais, como desejam os golpistas que os gastos sociais sejam extirpados do orçamento, a exemplo do que ocorre no programa neoliberal que a direita do PMDB, com o vice Michel Temer à frente, prepara, apoiada, amplamente, pela oposição golpista.

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