terça-feira, 5 de abril de 2016

E EU É QUE ERA O FDP!


feicibuqui Francisco Costa

Se houve uma época em que abri mão de tudo para me concentrar em coisa única foi no chamado “Mensalão” (AP 470), comigo dividido entre a tevê Justiça, os telejornais, blogs idôneos e jornais.

Claro que percebi todas as mutretas de Joaquim Barbosa, como supressão de peças dos autos, fazendo segredo de justiça até para os demais ministros, isentando o maior beneficiário de tudo, a tevê Globo (que, em troca, prestou-lhe uma homenagem e deu um emprego ao filho dele), retendo documentos e só entregando aos advogados dos réus horas antes de se esgotar o prazo de defesa, inviabilizando-a...

A cada vez que escrevi, denunciando isso, fui chamado de petralha analfabeto, vendido, quadrilheiro e filho da puta.

Terminado o episódio, passei a denunciar o próprio Joaquim Barbosa, então ídolo da ignara coxada, aquela estranha fauna acéfala, digitando por instinto, em permanente osmose com o que escorre da tela da Globo, com os destrambelhados coxas editando figurinhas anunciando o Morcegão Maldito candidato a presidente.

Passado o Mensalão, passei a denunciar Barbosa por um monte de irregularidades, a começar por ser funcionário fantasma na UERJ, ganhando sem receber e ainda fazendo cobrança judicial de diferenças salariais e gratificações retroativas, que somaram quase um milhão de reais.

Depois Barbosa comprou um apartamento em Miami, em segredo, usando a velha fórmula, muito usada por Eduardo Cunha, de criar uma empresa e comprar o imóvel no nome da empresa, de maneira que o nome do comprador não apareça.

Isto, a exemplo do que Moro faz, violentou o Instituto da Magistratura e a própria Constituição, que vedam aos magistrados serem empresários, donos de empresas.

Mas quando denunciei fui chamado de petralha analfabeto, vendido, quadrilheiro e filho da puta.

Depois descobriu-se que Joaquim Barbosa deu o endereço do apartamento funcional que ocupava, mesmo sem morar nele, como sede da empresa, o que fere o Estatuto do Funcionalismo Público, que não permite isso.

Novamente denunciei e novamente petralha analfabeto, vendido, quadrilheiro e filho da puta.
Questionei como Barbosa poderia ter comprado imóvel no exterior se não houve transferência de dinheiro do Brasil para fora, o que caracterizaria evasão de divisas e sonegação fiscal, a menos que tivesse contas clandestinas no exterior.

E fui chamado de petralha analfabeto, vendido, quadrilheiro e filho da puta.

Agora surgiu mais um escândalo internacional e, entre bandidos multinacionais, muitos deles brasileiros, da estirpe de Eduardo Cunha, lá está, com todas as letras, o nome de Joaquim Barbosa, proprietário de uma offshore em paraíso fiscal (offshore = empresa semi clandestina, onde não se exige do seu titular a declaração da fonte do dinheiro nela depositado. É por aí que se lava o dinheiro do narcotráfico, do contrabando, do terrorismo e da corrupção).

Para mais complicar o justiceiro, herói dos coxinhas, modelo de honestidade, feliz proprietário da Assas JB Corp, a empresa intermediária no negócio foi a Mossak, multinacional lavanderia do Grupo Globo, dos irmãos Marinho, em cujo nome está a “Paraty House”, mansão dos donos da Globo, o que liga Quinzim Barbo à Globo, muito além do simples aliviar dessa empresa no Mensalão.

Por ironia, a offshore do Morcegão foi criada no mesmo dia em que ele apresentou o relatório final do Mensalão, apontando os que ele julgou desonestos.

E para mais complicar, os impostos referentes à compra do apartamento não foram recolhidos em seu nome ou na da Assas JB Corp, o que, segundo a justiça norte-americana é indício de que foi doação ou presente, certamente da Tevê Globo, que passou ilesa e impune pelo Mensalão, talvez dos tucanos, dando a ele a oportunidade de lavar a grana que disse ter pago pelo apartamento, mas o quadrilheiro filho da puta sou eu.

Só gostaria de ver as caras dos coxinhas, e vou além, sempre pautado no que leio e analiso: um dia, diante de Sérgio Fernando Moro, se vierem a investigá-lo, Joaquim Barbosa será só um amador.

Mas o quadrilheiro filho da puta sou eu.

Francisco Costa

Rio, 04/04/2016.


PS: antes que os vociferantes coxas digam que é mentira: Joaquim Barbosa não só deu declarações assumindo tudo (como negar se está tudo documentado?) como afirmou achar tudo normal, mas o quadrilheiro filho da puta sou eu.

2 comentários:

  1. Quem é o político, alcunhado por seus pares, de "Quinzim" por cobrar propina de 15%, e a quem Itamar Franco chamava de "Agatunado"?

    ResponderExcluir
  2. Quem é o político, alcunhado por seus pares, de "Quinzim" por cobrar propina de 15%, e a quem Itamar Franco chamava de "Agatunado"?

    ResponderExcluir

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que resvestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais.
As críticas, mais do que os afagos, são benvindas.