sábado, 26 de março de 2016

Procuradores da Lava Jato podem integrar reality show, diz Eugênio Aragão

Sanguessugado do GGN


Eugênio Aragão

Jornal GGN - O subprocurador-geral da República e novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, gerou polêmica durante uma aula de Direito ministrada na Universidade de Brasília, onde é professor há 19 anos. Em matéria de Processo Penal, Aragão disse que os procuradores da Lava Jato poderiam participar de um reality show e que o ex-deputado federal pelo PT, José Genoíno, foi alvo de injustiça ao ser condenado na AP 470, o mensalão.

Da CBN

Ministro da Justiça decide parar de dar aulas após polêmica

Eugênio Aragão sugeriu que procuradores da Lava-jato participassem de reality show durante uma aula na UnB e dividiu os estudantes. Fala repercutiu na internet. Ele também afirmou que José Genoino foi alvo de injustiça no mensalão.

O ministro da Justiça gerou polêmica numa sala de aula ao afirmar que os procuradores da Lava-jato poderiam participar de um reality show. Eugênio Aragão é professor de Direito da Universidade de Brasília há 19 anos. No início deste mês, durante a primeira aula de Processo Penal, para estudantes do sétimo semestre, Aragão afirmou também que o ex-deputado federal pelo PT, José Genoíno, foi injustiçado ao ser condenado no mensalão. As declarações acabaram repercutindo fora da universidade em publicações na internet. Na ocasião, Aragão já havia sido nomeado ministro da Justiça, mas ainda não tinha tomado posse. Nessa quinta-feira, ao voltar para sala de aula, o professor informou aos alunos que vai deixar de lecionar. Entre os motivos, ele listou a sobrecarga de trabalho a que seria submetido dali pra frente e, segundo os estudantes, também chamou de "quebra de confiança" o fato de seus comentários durante a aula terem repercutido em blogs.


A pessoas próximas, Aragão já havia confidenciado que iria deixar a universidade. O motivo: justamente o tom crítico de suas aulas. Antes de ser ministro, ele atuava como subprocurador da República, e já era conhecido como um professor polêmico, que não foge do debate político e que instiga os alunos à reflexão. Em um grupo no Facebook, os alunos do ministro divergiram. Um estudante afirmou que os comentários do professor foram pertinentes e que é exagero levar para o lado pessoal. Uma aluna comentou que, como ministro, Aragão não deveria expor sua opinião em sala de aula para evitar desgastes. Outros criticaram a repercussão nos blogs políticos. A reportagem CBN procurou o Ministério da Justiça, que não comentou a polêmica. A Universidade de Brasília informou que ainda não recebeu nenhum pedido de exoneração e evitou se manifestar sobre o conteúdo das aulas do ministro.

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