segunda-feira, 28 de março de 2016

Petrobras: privatização em fatias


 Sanguessugado do Mauro Santayana


QUEM DESDENHA QUER COMPRAR – APESAR DE 100 BI EM CAIXA, A PETROBRAS PODE VENDER O CONTROLE DA BR.

O Valor Econômico informa na primeira página que a BR Distribuidora só interessa aos ”investidores” se a Petrobras entregar o seu controle aos eventuais compradores da empresa.


Vender a BR Distribuidora, mesmo que sem o repasse do controle, já equivaleria a um crime, neste momento em que a Petrobras, por não poder lucrar o que deveria com a exploração do óleo bruto, precisa ganhar em cada etapa da cadeia de produção e comercialização para fazer frente aos seus parciais e seletivos detratores-sabotadores e provar que tem capacidade, determinação e talento de sobra para fazer frente ao endividamento advindo, também,  da brutal queda do valor do petróleo no mercado internacional.

É preciso prestar atenção aos números – quase nunca divulgados, em sua totalidade, pela imprensa brasileira.

Embora tenha declarado um prejuízo de 34 bilhões de reais no ano passado, a Petrobras, graças também ao dinheiro conseguido há poucas semanas com nossos parceiros do BRICS, os chineses, conta, neste momento, com a bagatela de 100 bilhões de reais em caixa.

Nessas condições, repassar ativos a toque de caixa, só se justifica se eles estiverem no exterior e forem vendidos para se investir o dinheiro auferido dentro do Brasil, um dos maiores mercados de combustível do mundo.

Esta é uma nação em que os gringos estão querendo botar o pé de qualquer jeito, de preferência alardeando aos quatro ventos a crise, a incompetência do governo, a quebradeira do país, com o objetivo de levar tudo a preço de banana, esquartejando e enfraquecendo institucionalmente a Petrobras para degluti-la aos nacos, como um nauseabundo bando de hienas, ajudado pelos vermes entreguistas e antinacionais de sempre, miseravelmente a postos para servir, sempre que ouvirem o som do assovio, ou o do estalar de dedos, com denodo e abjeção, aos seus patrões de fora.


Como parte da diretoria parece não ter o menor compromisso com a empresa, com impeachment ou sem impeachment, só os petroleiros, começando pela BR, podem impedir que isso ocorra, cerrando fileiras e usando todo e qualquer meio, seja neste governo, ou naquele que venha eventualmente a sucedê-lo, para preservar, forte e unida, a Petrobras, como poderoso instrumento estratégico para o fortalecimento do país e o desenvolvimento nacional nas próximas décadas.

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