quarta-feira, 2 de março de 2016

Da Imprensa à emprensa

Sanguessugado do Bourdoukan

Georges Bourdoukan 

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De acordo com a mídia, a imagem acima não seria de um navio negreiro, mas de um veleiro a caminho de um spa

Peço tolerância pela palavra “emprensa”, mas ela se faz necessária, na medida em que o seu significado passa a exemplificar o comportamento midiático. Que mandou às favas qualquer relação com a Imprensa-media-mídia, passando a cultivar a mentira, a hipocrisia, o servilismo e a corrupção.

A Imprensa virou emprensa. E graças a esse comportamento as algemas mentais estão se partindo.
Ela já não consegue mais enganar.

Se é verdade que jamais houve, de fato, liberdade de imprensa, mas liberdade de empresa, isso era às ocultas, hoje é às escâncaras.

Nenhum interesse supera o interesse do patrão. É a regra do sistema.

E como o sistema traz dentro de si o vírus de sua própria destruição, somos testemunhas privilegiadas da travessia do Rubicão.

Ou alguém duvida?

Leitores e telespectadores migram aos milhares e milhões diariamente em busca de alternativas. E elas não faltam.

Na falta de leitores e telespectadores, resta à mídia recolher as migalhas que lhe proporcionam os “recrames”.

Quem vende mentiras não vende publicidade, vende recrames.

Das ofertas de prestações intermináveis.

Das empresas de agiotas e usurários.

Tudo produto do mesmo esgoto.

E, incrível, a mídia mentirosa, hipócrita e corrupta vive das benesses fornecidas até por uma de suas vítimas, o governo.

Não é um paradoxo?

Seria se aquele garboso não viesse a público para explicar que eles eram “governo e não poder”...

Mas como não são poder? Para que servem as eleições então?

Afirmar que vencer uma eleição não significa assumir o poder, é acreditar na eternidade do sistema.

E eu me recuso a crer que um sistema possa ser eterno.



A História está aí para provar isso.

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