sábado, 13 de fevereiro de 2016

Paulo Freire e os relinchantes



Talvez muitos não saibam, mas Paulo Freire é o brasileiro com mais títulos de doutor honoris causa do pais - incluindo em Harvard e em Oxford -, com mais do dobro da soma do segundo e do terceiro colocados nesse ranking.

Há um busto seu em uma praça de Estocolmo, a terra do prêmio Nobel.

São mais de vinte os países com Institutos Paulo Freire.

Mais de dez países africanos colocaram seu nome em ruas de suas capitais.

Em vida recebeu mais de cem prêmios, medalhas e homenagens em países dos cinco continentes.

Seus livros foram traduzidos para mais de sessenta idiomas.

Foi considerado em pesquisa conduzida pelo Highland Center do Tenesse na comunidade acadêmica internacional como "o brasileiro mais influente do século XX".

Mas para boa parte da burguesia brasileira do século XXI - que não lê um livro por ano em média - Freire não passa de "um idiota bolivariano que deve ser esquecido".

Gostaria de perguntar a algum chinês, que já está no futuro comemorando o ano 4714 desde o último fim de semana, se serão esses relinchantes empanados de bem ou Paulo Freire e sua pedagogia do oprimido a serem guardados para a posteridade.

Porque talvez nenhuma postura defina melhor a ignorância da elite brasileira que esse repúdio a um de nossos maiores gênios.


Tempos de viralatice ignara estes, meus queridos, onde se critica o que não se conhece e se conhece o que nem merece crítica...a

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