domingo, 3 de janeiro de 2016

Depois de execuções, iranianos invadem e incendiam embaixada saudita em Teerã




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Pedro Marin
Manifestantes iranianos jogaram coquetéis molotov contra embaixada da Arábia Saudita, em Teerã, na noite deste sábado (2), depois do reinado sunita ter executado 47 pessoas acusadas de terrorismo.
Entre os executados estava o clérigo xiita Nimr al-Nimr, figura chave de oposição ao governo radical sunita, que desde 2011 organiza protestos contra o reinado.
A polícia iraniana tentou conter o ataque usando gás lacrimogênio. Os manifestantes chegaram a invadir a embaixada, destruindo documentos e móveis.
O ataque ocorre após o Irã condenar as execuções. “O governo saudita apoia movimentos terroristas e extremistas, mas combate os críticos internos com opressão e execução […] e pagará um elevado preço por seguir tais políticas”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Jaber Ansari.
Em resposta, a Arábia Saudita chamou o embaixador iraniano para a dar explicações em relação ao que considerou uma “declaração agressiva.” O Ministério de Negócios Estrangeiros de Riade manifestou a sua “completa rejeição dessas declarações agressivas, que considera uma flagrante ingerência nos assuntos do reino”. O governo saudita também considerou “o governo iraniano completamente responsável por proteger” as missões do reino saudita no Irã e todos os seus funcionários de quaisquer “atos agressivos.”


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