segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Trensalão tucano: deve ter sido o maquinista ou a bilheteira


Bob Fernandes


Derrubar a Dilma, "ouvir o Lula na PF" e ... silênciar sobre a oposição



 Cresce cerco dos que querem o impeachment de Dilma. Ainda falta coesão entre os que disputam o Poder. E clareza sobre os riscos da operação.
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Riscos internos e externos. Internos porque, passado down e perplexidade virá a realidade: conta gigantesca, e o contra-ataque dos quem tem pressa e fome.
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Risco externo porque derrubar presidente é ato seríssimo. Mancha quem cai, mas pode manchar para sempre quem, mesmo com a mão do gato, derruba.
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Se não for ação estritamente legal, aos olhos da História e do mundo será altíssimo o custo de voltar a portar-se como republiqueta de bananas e golpes.
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A cada mês tem mudado o motivo para pedir o impeachment. Do motivo "moral", a corrupção, à óbvia incompetência e mediocridade em ações do governo.
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A "moralidade" é caolha, de ocasião. Nunca persistiu na investigação a megaescândalos da oposição. Silencia, esconde ou encolhe delações e acusações contra líderes da oposição.
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"Mensalões". O do PT está nas manchetes há 10 anos, e deu cadeia. O do PSDB dorme numa gaveta em Minas.
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"Zelotes" e "Contas Secretas do HSBC" são escândalos do agora. De megaempresas e milionários, escândalos estimados em R$ 38 bilhões.
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Investigações? Manchetes? Panelas? Indignação moral? Não. Silêncio. No Metrô de São Paulo, em governos do PSDB, roubaram R$ 1 bilhão.
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Última Notícia... Não há acusação contra altos executivos da CPTM, ou dos governos tucanos... Deve ter sido coisa do maquinista ou da bilheteira.
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O impeachment depende de Eduardo Cunha, para quem o procurador pede 184 anos de prisão. Há dias, a Câmara de Cunha aprovou a ocultação das doações de campanha.
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"Delegado da Polícia Federal quer ouvir Lula". Segundo o próprio delegado "não existem provas contra Lula". Mas isso garante manchetes desmoralizantes no fim de semana.
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Manchete dessa segunda: PSDB já discute sua participação no eventual governo Temer.
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Imposta a hegemonia na narrativa midiática para multidões, se tenta intimidar quem ouse questionar tanta moralidade caolha, tanto silêncio e tanta bandeira.

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