terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Falta Bush no banco dos réus

Sanguessugado do Bourdoukan


Georges Bourdoukan 



 



O Tribunal Penal Internacional, sediado em Haia, está julgando o ex-líder sérvio Radovan Karadznik por crimes contra a humanidade.

Kardznik já declarou que não fez nada sem o conhecimento e apoio dos Estados Unidos. E teme ser assassinado na prisão.

Um dos documentos em poder do TPI relata:

Crianças muçulmanas bósnias de seis anos foram violadas na frente de seus familiares. Três moças muçulmanas foram estupradas por soldados sérvios durante três dias. Depois de satisfeitos, os soldados empaparam os corpos das moças com gasolina e tocaram fogo.

O documento informa ainda que observadores da própria ONU relataram que um avô foi forçado pelos milicianos sérvios a comer o fígado do neto.

Em Broko, cidade capturada pelos sérvios, os mortos eram retirados das valas e levados a um frigorífico, onde eram transformados em comida para os animais.

Antes de Karadzik, o ex-presidente da Sérvia Slobodan Milosevic, havia sido preso pelo mesmo tribunal e sob a mesma acusação. Ele foi morto na prisão sob circunstâncias misteriosas enquanto aguardava a sentença.

Por quê Bush continua solto?

Seymour Hersh, do New Yorker, o primeiro jornalista a denunciar as torturas praticadas pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib, Iraque, afirmou, durante palestra, que assistiu a tapes “onde podíamos ver as crianças sendo sodomizadas.

O pior de tudo era ouvir seus gritos”.

O circo de horrores em que se transformou o Iraque, sob o patrocínio de Bush e asseclas, vai entrar para a história como o exemplo do que há de pior no instinto humano.

Cinco militares estadunidenses confessaram: estupraram a adolescente Abir Kassem Hamza al-Janabi de 14 anos em sua casa e depois, não satisfeitos, fuzilaram seus pais Kassem Hamza Rachid al-Janabi e Fakhriya Taha Mohsine al-Janabi e a irmã da adolescente, Hadil Kassem Hamza al-Janabi de apenas seis anos.

Em seguida, atearam fogo aos corpos.

O crime ocorreu na cidade de Mahmudiya, sul de Bagdá. O advogado William Cassara, defensor de um dos assassinos, o sargento Paul Cortez, disse que o seu cliente resolveu confessar e denunciar os demais porque assim teria sua pena reduzida.


Anos passados, visitei o museu da Inquisição em Toledo, Espanha. Diante dos horrores, saí dali com a convicção de que, se um dia a humanidade desaparecer, o Universo não sentirá falta.

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