quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PM, a receita de Alckmin para resolver qualquer problema


Sanguessugado do Crônicas do Motta 

Carlos Motta 


A maneira como o governador Geraldo Alckmin trata os problemas, normais numa democracia, que surgem no dia a dia de sua gestão, merece um estudo sociológico aprofundado.

Alckmin não dialoga com a sociedade, embora exerça, em pleno século 21, o mais alto cargo público do Estado mais poderoso de uma jovem democracia, que exige, para se firmar, uma constante troca de experiências entre seus atores;

Alckmin impõe a sua vontade, como fizeram, fazem e sempre farão os ditadores;


Alckmin esconde, distorce e manipula à vontade dados sobre o seu governo que deveriam, por obrigação de ofício, ser transparentes;

Alckmin possui apenas um interlocutor com a sociedade civil, com os movimentos sociais e com todos os que reivindicam alguma coisa do poder público - a Polícia Militar, essa violenta e agressiva instituição, que age como se não existissem limites legais;

Alckmin desaparece em toda e qualquer crise que possa prejudicar a sua imagem;

E, o mais incrível, há muita gente que vê nele a representação do político sério e do verdadeiro democrata.

Tudo isso, somado ao fato de que todos os índices econômicos e sociais do Estado de São Paulo se deterioraram espetacularmente nos longos anos de seu governo, faz dele um fenômeno.

Alckmin é um raríssimo exemplo de político que faz carreira apoiado em sua mediocridade.

Talvez seja esse o seu grande trunfo.

Possivelmente, o eleitor paulista padrão se identifique com alguém tão desprovido de qualidades e tão cheio de defeitos.


É um caso a se estudar.

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