sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Alckmin usa todo aparato repressivo de SP contra 30 adolescentes

Sanguessugado  Pragmatismo Político


Governo Alckmin usa a Força Tática, a Tropa de Choque e mais de 200 policiais contra 30 adolescentes que estão simplesmente lutando pela manutenção das vagas nas escolas em São Paulo



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(Pragmatismo Político)


O deputado Carlos Giannazi (Psol) promoveu ontem (12), na Assembleia Legislativa de São Paulo, audiência pública para debater com alunos da Escola Estadual João Ramalho, no centro de São Bernardo do Campo, o projeto de “reorganização” do ensino público do estado, promovida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). O plenário Tiradentes ficou lotado com cerca de 70 alunos da escola do ABC.


Giannazi disse a jornalistas ter ficado “chocado” com a força policial mobilizada por Alckmin contra adolescentes que nada mais querem do que ficar em suas escolas ou ter o direito de uma educação digna. “Fiquei chocado ontem, na escola Fernão Dias (Pinheiros, zona oeste da capital) com o aparato policial. O governo usou a Força Tática, Tropa de Choque, mais de 200 policiais, todo o aparato repressivo do estado mobilizado contra 30 adolescentes que estão simplesmente lutando pela manutenção das vagas”, disse o parlamentar. “É um absurdo como o governador é covarde. Isso é sem precedentes e de uma covardia jamais vista aqui no estado.”


Presente na audiência, a adolescente Laís do Carmo Costa, do primeiro ano do ensino médio, disse que, na escola João Ramalho, a reorganização vai suprimir o ensino fundamental e só ficará o médio. “A gente veio aqui pra conhecer mais a realidade. Na nossa escola, a gente vai ter superlotação nas salas, porque além do nosso ensino médio, a gente vai receber alunos de outra escola”, contou. “A gente espera não mudar de escola, porque é difícil a adaptação. E a gente não sabe se vai ficar na escola até terminar o ensino médio lá ou se vai para outra escola.”


Giannazi ressalta a importância das escolas para as comunidades em que se localizam e aponta insensibilidade de Alckmin na sua política de educação. “O governador se esquece que a educação não pode ser pensada apenas do ponto de vista econômico. Tem que pensar que os alunos têm uma ligação afetiva com a escola, que ela faz parte do inconsciente coletivo de cada região. O governador mexeu nisso.”



O deputado defende a “ocupação política, democrática e pacífica” de todas as escolas fechadas pelo governo. Para ele, só a mobilização pode reverter o quadro. “Acho que, diante da mobilização e do desgaste da imagem, ele volta atrás. Ele voltou atrás em várias questões, como a do sigilo da Sabesp e do Metrô. Mas, com certeza, se não houvesse mobilização, teríamos um maior número de escolas fechadas.”

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