segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Advogados dizem que empresa de filho de Lula foi criada quatro anos após MP

Sanguessugado do Tijolaço

Fernando Brito

lulinhapalmeiras

Os advogados de Luís Claudio Lula da Silva, que teve o escritório invadido hoje pela Polícia Federal, sob a alegação de ter negócios com uma empresa que tinha negócios com outra que, supostamente, teria sido beneficiada pela edição de uma medida provisória, em 2009,  divulgou nota onde informa que a empresa foi criada apenas dois anos depois da lei e que, mais anda, só teve contrato com a empresa acusada entre 2014 e 2015.

Portanto, cinco anos depois  de acontecido aquilo em que se quer dizer que a ligação familiar poderia ter influído.

Na época da MP, o filho de Lula, professor de educação física, era um dos preparadores de Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras e, a seguir, no Santos e no Corinthians.

Não parece que seja uma atividade propícia a estar fazendo lobby por montadoras de automóveis, não é? Se ainda fosse por jogadores de futebol…

Lembra aquela história do cordeiro que turvava a água mesmo bebendo rio acima?

Não lembra? Não precisa, as razões do lobo não vêm ao caso.

Como estamos na temporada do “De volta para o Futuro” vai ver que o rapaz tem um Delorean e conseguiu fazer um lobby com cinco anos de atraso.

Leia a nota dos advogados:

“A busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na data de hoje (26.10), dirigida à Touchdown Promoção de Eventos Esportivos Ltda., revela-se despropositada na medida em que essa empresa não tem qualquer relação com o objeto da investigação da chamada “Operação Zelotes”.

A Touchdown organiza o campeonato brasileiro de futebol americano — torneio que reúne 16 times, incluindo Corinthians, Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo, Santos e Portuguesa —, atividade lícita e fora do âmbito da referida Operação. No caso da LFT Marketing Esportivo, que se viu indevidamente associada à edição da MP 471 – alvo da Operação Zelotes -, a simples observação da data da constituição da empresa é o que basta afastá-la de qualquer envolvimento com as suspeitas levantadas.

A citada MP foi editada em 2009 e a LFT constituída em 2011 — dois anos depois. A prestação de serviços da LFT para a Marcondes & Maltone ocorreu entre 2014 e 2015 – mais de 5 anos depois da referida MP e está restrita à atuação no âmbito de marketing esportivo.

Dessa prestação resultaram 04 projetos e relatórios que estão de acordo com o objeto da contratação e foram devidamente entregues à contratante. O valor recebido está contabilizado e todos os impostos recolhidos e à disposição das autoridades.


Assim que tomaram conhecimento da busca e apreensão os advogados da Touchdown e da LFT pediram à Justiça e à Polícia Federal acesso a todo o material usado para justificar a medida, não tendo sido atendidos até o momento. Tal situação impede que a defesa possa exercer o contraditório e tomar outras medidas cabíveis”.

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