segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DILMA PUBLICA ARTIGO NA FOLHA. EM SEGUIDA, FOLHA A HUMILHA E A SEUS 54 MILHÕES DE ELEITORES EM EDITORIAL NA 1ª PÁGINA

Sanguessugado do Mello

Antonio Mello

Semana passada, a presidenta resolveu publicar um artigo exclusivo na Folha. Aquele jornal que publicou uma ficha falsa de Dilma em plena campanha. Aquele jornal que teria emprestado veículos para a ditadura transportar presos. Aquele jornal que demitiu uma jornalista por abandono de emprego sabendo-a presa pela ditadura. Aquele jornal que chamou a ditadura de ditabranda.

Bom, também é o jornal que a presidenta elogiou, logo depois de eleita. E que também foi super elogiado pelo ministro Mercadante, principal conselheiro de Dilma.

A Folha não perdeu a oportunidade. Amparada pela credibilidade que a publicação do artigo de Dilma lhe emprestou, partiu para o ataque. Publicou em sua primeira página de domingo (dia de maior circulação do jornal) um ultimato dirigido à presidenta, com sugestivo título "Última chance".

Nele, o jornal passa um sabão, um carão, dá um esporro na presidenta, como quem lida autoritariamente com alguém que lhe é subalterno.
A seguir, trechos que destaquei do editorial:

Às voltas com uma gravíssima crise político-econômica, que ajudou a criar e a que tem respondido de forma errática e descoordenada; vivendo a corrosão vertiginosa de seu apoio popular e parlamentar, a que se soma o desmantelamento ético do PT e dos partidos que lhe prestaram apoio, a administração Dilma Rousseff está por um fio.


A presidente abusou do direito de errar. Em menos de dez meses de segundo mandato, perdeu a credibilidade e esgotou as reservas de paciência que a sociedade lhe tinha a conferir. Precisa, agora, demonstrar que ainda tem capacidade política de apresentar rumos para o país no tempo que lhe resta de governo.


(...) Medidas extremas precisam ser tomadas. Impõe-se que a presidente as leve quanto antes ao Congresso...

(...) Cortes nos gastos terão de ser feitos com radicalidade sem precedentes...


(...) A contenção de despesas deve se concentrar em benefícios perdulários da Previdência, cujas regras estão em descompasso não só com a conjuntura mas também com a evolução demográfica nacional.Deve mirar ainda subsídios a setores específicos da economia e desembolsos para parte dos programas sociais.


As circunstâncias dramáticas também demandam uma desobrigação parcial e temporária de gastos compulsórios em saúde e educação, que se acompanharia de criteriosa revisão desses dispêndios no futuro.


(...) Embora drásticas, tais medidas serão insuficientes para tapar orombo orçamentário cavado pela inépcia presidencial...

(...) O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo.


A bronca da Folha - um jornal sem credibilidade alguma atualmente - atinge também os milhões de eleitores de Dilma, que não se veem representados pela reverência governamental à Folha, não votaram na política econômica de Levy Mãos de Tesoura, na inação Hardy Haha de Cardozzzzo, nem no mercador de confusão Mercadante.

Aliás, a presidenta teria uma reunião de emergência com o trio no sábado. Será que o editorial da Folha foi escrito após vazamento seletivo (provavelmente pelo bigodudo falastrão) das decisões do encontro para o Frias, o que o encorajou a publicar o ultimato?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que resvestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais.
As críticas, mais do que os afagos, são benvindas.