quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O paraíso capitalista: número de moradores de rua chega a 60 mil em Nova Iorque

Via PCO

Queda nas condições de vida das famílias norte-americanas é generalizada. A renda média caiu US$1,9 mil, de uma renda anual de US$52,2 mil para US$50,3 mil.

Segundo dados da Coalizão Pelos Moradores de Rua de Nova Iorque, em novembro de 2014 o número de pessoas sem tetopassou dos 60 mil, e continua aumentando. A Coalizão aponta entre os motivos a política desastrosa do ex-prefeito, o republicano MichaelBLOOMBERG, além de uma crise de moradia acessível. Entre esses 60 mil moradores de rua, cerca de 25 mil são crianças.

Nova Iorque, palco do Occupy Wall Street e seu protesto contra os "1% mais ricos", é a cidade onde há maior desigualdade de renda em todos os EUA. Situação que deve permanecer, considerando que os EUA são atualmente um país com uma das menores taxas de mobilidade social entre os países desenvolvidos, segundo uma reportagem da BBC Brasil.

Quanto ao número de moradores de rua, os EUA também "vencem" outros países desenvolvidos. Enquanto em Nova York 60 mil pessoas moram na rua, em uma cidade como Londres, o número é de 742 (contando com um aumento de 55% depois que David Cameron virou primeiro-ministro do Reino Unido). Em Berlim, o número de moradores de rua era estimado, em 2013, em 4 mil.

Mesmo na comparação com São Paulo a quantidade de pessoas sem teto em Nova York se destaca. O censo mais recente, de 2011, mostra que 14,5 mil pessoas estavam morando na rua na cidade. Embora deva-se levar em consideração a formação de favelas e pessoas indo morar em barracos, a comparação mostra o nível de desagregação social a que os EUA estão chegando, com índices de pobreza comparáveis aos de países subdesenvolvidos.

Em 2012, 47 milhões de norte-americanos viviam abaixo da linha da pobreza. O aumento de pessoas sem um teto para morar se espalhou por todo o País depois que a crise capitalista entrou em uma nova etapa em 2008. Em 55 cidades norte-americanas (até 2012), grandes acampamentos se formaram, onde as pessoas começaram, sem alternativa, a morar em barracas.

Um estudo divulgado pela Fundação Educacional do Sul em janeiro mostrou que mais da metade dos estudantes matriculados nas escolas públicas dos Estados Unidos vive na pobreza, um cálculo que o autor do relatório diz colocar os EUA no caminho para o declínio social geral.

A análise utilizou o censo nacional mais recente disponível para confirmar que 51% dos estudantes ao redor das escolas públicas da nação eram de baixa renda em 2013.

De acordo com o relatório, em 40 dos 50 estados, estudantes de baixa renda representam 40% de todas as crianças de escola pública. Em 21 estados, crianças que ganhavam almoços gratuitos ou com preços reduzidos eram a maioria dos estudantes em 2013.

A queda nas condições de vida das famílias norte-americanas é generalizada. A renda média caiu U$ 1,9 mil, de uma renda anual de U$ 52,2 mil para U$ 50,3 mil. Esta é a renda mais baixa em 10 anos.

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