sábado, 22 de agosto de 2015

O dia em que Deus chorou

Sanguessugado do Bourdoukan

Georges Bourdoukan

 

Muhamad Jamal Ad-Durah, era um menino de 12 anos de idade com o inconveniente de ser palestino e... semita. Morreu fuzilado depois de servir de alvo durante quase uma hora para as tropas de ocupação israelense. Para protegê-lo, o corpo desesperado de seu pai, atingido também por seis tiros. A cena foi registrada pela câmera da TV francesa, numa terra ocupada por europeus arianos que se autodenominam de judeus.(Assista ao vídeo abaixo)

Pobre Spinoza.

Mas já dizia um contemporâneo do grande Maimônides: são violentos porque não desenvolveram a própria humanidade. Estão sempre realizando demonstrações de ferocidade, para glória de seu mestre maior Adolf Hitler e de seus discípulos Sharon e Netanyahu. Para quem não se lembra, Sharon foi aquele mesmo general que em 1982 invadiu o Líbano e homenageou a humanidade com os massacres de Sabra e Chatila.

O holocausto do Yom Kipur deixou mais de uma centena de mortos palestinos...semitas com requintes de crueldade, degolados alguns, olhos perfurados outros. E entre esses mortos, muitas crianças como o menino Samir Tabangi, de 10 anos, sacrificado com um tiro no peito, um dia antes de Muhamad, e cuja morte anônima se deve ao fato de ter acontecido longe das câmeras de TV.

Triste humanidade essa que faz da passividade o seu credo e da insensibilidade sua confissão. E onde entra Deus diante de tamanha falta de solidariedade? Que o diga o poeta espanhol Antônio Machado:

Anoche soñé que oía/a Dios gritando-me: alerta!/Luego era Dios quiem dormia/y yo gritaba:Despierta!

Cruéis! Muito cruéis...

 

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