quinta-feira, 27 de agosto de 2015

EUA não desistem na Pátria Grande

Via Granma

OS Estados Unidos sabem que perderam preponderância em Nossa América e querem recuperá-la a qualquer custo, com uma explosão em cadeia que consiga tirar do poder os governos progressistas da região, aos quais consideram “inimigos”, que devem ser destronados de qualquer forma e por meio de “golpes suaves, baixos ou violentos”, tanto faz.

Patricio Montesinos

OS Estados Unidos sabem que perderam preponderância em Nossa América e querem recuperá-la a qualquer custo, com uma explosão em cadeia que consiga tirar do poder os governos progressistas da região, aos quais consideram “inimigos”, que devem ser destronados de qualquer forma e por meio de “golpes suaves, baixos ou violentos”, tanto faz.

Estes são os casos atuais da Venezuela, Brasil, Equador, El Salvador, como tem sido a Argentina, e como poderão ser outros países daqui por diante, onde o controle é exercido pelos executivos que implementam processos autóctones, antiimperialistas e antineoliberais e em defesa da integração da Pátria Grande.

Para conseguir seu objetivo, Washington emprega a fundo a velha direita anexionista latino-americana, herdeira do colonialismo europeu e treinada depois pelo neocolonialismo norte-americano, e que só sabe lançar mão da força, tanto para permanecer no poder, como quando se quer impor a partir da oposição.

Naturalmente que estes partidos conservadores tradicionais, desgastados por suas ações repressivas contra os povos, o paramilitarismo, os fatos de corrupção, suas ligações com o tráfico de drogas e o servilismo sem fim à Casa Branca, sabem que nas urnas têm poucas chances de sucesso, a menos que cometam uma fraude escandalosa.

Eles levam como ponta de lança os meios de comunicação sob seu controle, os quais usam, ao mesmo tempo, como armadura da “liberdade de imprensa” para mentir, caluniar, apelar à desobediência civil e, inclusive, incentivar e convocar sem escrúpulos distúrbios de rua, como os montados no Brasil e no Equador.

Violam todas as regras da ‘democracia’ que alegam defender, e sua demanda é a mesma: que os presidentes dos governos progressistas demitam.

Travam verdadeiras guerras econômicas, como ainda fazem na Venezuela, criando escassez de alimentos básicos, ou como fizeram na Argentina com os fundos abutre, depravam políticos, militares e figuras fracas da ‘esquerda’ e até lançam mão de gangues criminosas para gerar situações de caos, como aconteceu em El Salvador.

Também, os EUA atiçam históricas disputas territoriais, que enfraquecem os governos ‘adversários’ da Pátria Grande, enquanto fazem brotar divisões contrárias à unidade regional.

Por outro lado, aqueles terceiros países considerados ‘amigos’ pela Casa Branca, atuam como bases operacionais dos serviços especiais do Pentágono para acompanhar e apoiar os planos desestabilizadores, aumentando neles sua presença militar.

É claro que o financiamento para todos esses programas o faz Washington, chefões da droga com diferentes disfarces, e organizações com “uniformes de cooperação e ajuda ao desenvolvimento”, escondendo seus verdadeiros objetivos: subverter a ordem nas bases populares e exacerbando as diferenças nas chamadas minorias étnicas, credos religiosos e diferentes grupos sociais das classes mais baixas, os camponeses, mineiros e trabalhadores em geral.

A nova grande operação contra a América Latina e o Caribe está em andamento, tal como alertaram vários dignitários, mas o que os Estados Unidos não conseguem entender, por sua arrogância imperial, é que estamos vivendo novos tempos, com grandes mudanças geopolíticas no mundo, o que certamente vai atrapalhar seu delírio de dominação da Pátria Grande. (Extraído de Rebelion.org)

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