terça-feira, 14 de julho de 2015

A descoberta que a Monsanto não gostaria que fosse à público

catado no feicibuqui do João Lopes
Quando o assunto é a fome no mundo, a influência das grandes empresas de biotecnologia e agricultura é inegável. Segundo um relatório da ONG Action Aid, cinco empresas controlam 90% do comércio de grãos no mundo, enquanto que seis são responsáveis por 75% da venda de pesticidas.  A maior delas, sem dúvida, é a Monsanto, líder na venda de agrotóxicos e sementes geneticamente modificadas. Mas e se a ciência descobrisse uma forma mais barata e saudável de combater as pragas em lavouras, o quanto isso impactaria a qualidade e a disponibilidade de alimentos?
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O norte-americano especialista em fungos Paul Stamets descobriu um jeito de fazer isso e não é de se duvidar que ele esteja na lista de arquiinimigos dessas empresas. Após longas pesquisas, o cientista descobriu como usar o poder dos cogumelos para controlar cerca de 200 mil espécies de insetos e pragas, protegendo permanentemente as plantações.
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Em uma palestra no TED, ele explica que, basicamente, os fungos chamados de entomopatogêncios atraem os insetos, os ingerem e os transformam também em fungos, criando um ciclo de proteção que é útil não só para agricultura, mas também para o controle de doenças – este também poderia ser o fim de mosquitos transmissores da dengue ou da malária, por exemplo. “E então, uma delicada dança entre jantar e morte, o micélio [fungo] é consumido pelas formigas, elas se tornam mumificadas e, tchan, um cogumelo brota de suas cabeças“, afirma Stamets, que tem plena consciência de que suas descobertas poderiam virar de cabeça para baixo os negócios de empresas como a Monsanto.

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