quinta-feira, 28 de maio de 2015

Banqueiros anglo-saxões organizaram a II Guerra Mundial

Valentin Katasanov
Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti
Na ocasião do 70° aniversário da vitória sobre o nazismo, publicamos um estudo de Valentin Katasonov sobre o financiamento do partido nazista e o rearmamento do III Reich. O autor se baseia em documentos publicados em 2012, que confirmam que banqueiros norte-americanos e britânicos organizaram a Segunda Guerra Mundial, com a cumplicidade do presidente Franklin Roosevelt ,dos EUA, e do primeiro-ministro britânico  Neville Chamberlain, com a esperança de acabar com a União Soviética. Este estudo sugere uma série de interrogações, que serão objeto de um próximo artigo.


 
Da esquerda para a direita, Hjalmar Schacht, ministro da Economia de Hitler, com seu bom amigo Montagu Norman, presidente do Banco da Inglaterra entre 1920 e 1944. Segundo os documentos do Banco da Inglaterra revelados em 2012, o ouro da Tchecoslováquia tinha sido depositado em uma subconta em nome do Banco de Pagamentos Internacionais (BPI). Quando os nazistas entraram em Praga, em março de 1939, imediatamente enviaram soldados ao Banco Nacional. Os administradores receberam ordens, sob ameaças de morte, para emitir ordens de transferência. A primeira ordenava ao BPI transferir 23,1 toneladas de ouro de sua subconta tchecoeslovaca no Banco da Inglaterra para a subconta do Reichsbank, também no Banco da Inglaterra. A segunda ordem encarregava o Banco da Inglaterra de transferir uma 27 toneladas de ouro do Banco Nacional da Tchecoslováquia para a subconta do BPI no Banco da Inglaterra.  
A Segunda Guerra Mundial não foi provocada por um Furher raivoso que tinha se apoderado da Alemanha. Essa guerra é obra de uma oligarquia mundial, ou mais exatamente dos plutocratas anglo-estadunidenses.
Utilizando instrumentos como a Reserva Federal dos Estados Unidos e o Banco da Inglaterra, esses elementos começaram a preparar o conflito de envergadura planetária seguinte imediatamente depois da Primeira Guerra Mundial. Seu alvo era a União Soviética.
Os planos Dawes e Young, a criação do Banco de Pagamentos Internacionais (BPI) [1], a suspensão dos pagamentos das reparações de guerra por parte da Alemanha, previstos no Tratado de Versalhes, e a aceitação dessa decisão por parte dos ex-aliados da Rússia, os maciços investimentos estrangeiros na economia do III Reich, a militarização da economia alemã e as violações do Tratado de Versalhes são etapas do caminho que conduziu à guerra.   
Por trás desse complô se encontravam personagens-chave: os Rockefeller, os Morgan, Lord Montagu (Presidente do Banco da Inglaterra) e Hjalmar Schacht (Presidente do Reichsbank e ministroda Economia do governo de Hitler). O programa estratégico dos Rockefeller e dos Morgan era subjugar economicamente a Europa, saturar a Alemanha de investimentos e créditos estrangeiros e empurrá-la a assestar um golpe mortal  à Rússia soviética para que esta última voltasse ao capitalismo, na qualidade de colônia. 
Montagu Norman (1871-1950) desempenhou um papel importante  como intermediário no diálogo entre os meios financeiros estadunidenses e os executivos das empresas alemãs. Hjalmar Schacht organizou a reconstrução do setor ligado á defesa na economia alemã. A operação dos plutocratas contava com a cobertura que lhe ofereciam políticos como Franklin Roosevelt, Neville Chamberlain e Winston Churchill. Na Alemanha, os executores desses projetos eram  Hitler e Hjalmar Schacht. Segundo vários historiadores, este último desempenhou um papel mais importante que o de Hitler, mas se mantinha nas sombras.
Ao término da Primeira Guerra Mundial, o Plano Dawes tinha como objetivo comprometer a Tríplice Entente e cobrar as reparações de guerra que a Alemanha deveria pagar. Esse plano, proposto pelo comitê presidido por Charles G. Dawes, significava uma tentativa realizada em 1924 para resolver o problema das reparações de guerra, que estava minando a política internacional  desde o final da Primeira Guerra Mundial e da assinatura do Tratado de Versalhes (reticente, a França cobrou mais de 50% do total das reparações). Entre 1924 e 1929, a Alemanha recebeu 2,5 bilhões de dólares dos EUA e 1,5 bilhões da Grâ-Bretanha dentro do Plano Dawes. São somas consideráveis, que correspondem a mais de um trilhão [2] de dólares atuais.
Hjalmar Schacht desempenhou um papel ativo na aplicação do Plano Dawes. Em 1929, resumiu os resultados do plano declarando que a Alemanha tinha recebido em cinco anos mais empréstimos estrangeiros  que os Estados Unidos nos 40 anos anteriores à Primeira Guerra Mundial. Consequentemente, em 1929, a Alemanha já tinha se transformado na segunda potencia industrial a nível mundial, inclusive na frente da Grã-Bretanha.
Durante os anos 1930, a Alemanha continuou obtendo investimentos e empréstimos. Redigido em em 1924  e adotado oficialmente em 1930, o denominado Plano  Dawes era um programa com o objetivo de garantir a quitação das dívidas de guerra que a Alemanha tinha que pagar após o término da Primeira Guerra Mundial. Foi apresentado pelo Comitê presidido (entre 1929 e 1930) pelo industrial estadunidense Owen D. Young, fundador e primeiro presidente da RCA (Radio Corporation of America). Naquela época, Young também era membro do Conselho de Administração da Fundação Rockefeller, e além disso tinha sido um dos representantes envolvidos em um dispositivo de redesenho das reparações de guerra, o Plano Dawes de 1924.
Segundo o Plano, o Banco de Pagamentos Internacionais ((BPI) foi criado em 1930 para que a Alemanha pagasse as reparações aos vencedores. Na realidade, esse dinheiro tomou um caminho muito diferente: saiu dos Estados Unidos e Grã-Bretanha para aterrizar na Alemanha.
O capital da maioria das empresas alemãs estrategicamente importantes era parcial ou completamente norte-americano. Uma parte estava sob  controle dos investidores britânicos. Setores como o das refinarias de petróleo ou o processo de liquefação de carvão na economia alemã estavam nas mãos da Standard Oil, pertencente aos Rockefeller. O gigante da indústria química Farbenindustrie AG passou para o controle do grupo Morgan. 40% da rede de telefonia e 30% das ações da Focke Wulf achavam-se sob o controle da empresa norte-americana ITT. A radio e os gigantes da indústria elétrica AEG, Siemens e Osram passaram para o controle da General Electric, dos EUA. ITT e General Electric eram parte do império Morgan. 100% das ações da Volkswagen pertenciam à Ford, também dos EUA.
No momento da chegada de Hitler ao poder, o capital financeiro estadunidense controlava, como vemos, praticamente todos os setores de importância estratégica da indústria alemã – refinarias de petróleo, produção de combustível líquido a partir do carvão, química, montagem  de veículos automotores, engenharia elétrica, radio, assim como grande parte da indústria de construção mecânica (278 empresas no total). Os grandes bancos alemães, como o Deutsche Bank, o Dresdner Bank, o Donat Bank e outros, se achavam sob controle estadunidense.  
Em 30 de janeiro de 1933, Hitler se transformou no chanceler da Alemanha. Mas antes, os banqueiros norte-americanos tinham estudado muito cuidadosamente sua candidatura.  Hjalmar Schacht tinha viajado aos Estados Unidos durante o outono de 1930 para falar daquela postulação com vários norte-americanos. A designação de Hitler foi aprovada finalmente durante uma reunião  secreta de personalidades das finanças nos Estados Unidos. Em 1932, Schacht passou o ano convencendo aos banqueiros alemães de que o melhor candidato para  o cargo de chanceler era Hitler, e conseguiu.
Em meados de novembro de 1932, 17 dos mais poderosos banqueiros e industriais alemães dirigiram ao presidente Hindenburg uma carta exigindo-lhe que nomeasse a Hitler como chanceler. A última reunião de trabalho dos financistas alemães prévia às eleições teve lugar em 4 de janeiro de 1933, em Colonia, na residência do banqueiro Kurt von  Schroeder. O partido nazista chegou ao poder imediatamente após. As relações financeiras e econômicas da Alemanha com os anglo-saxões tornaram então ainda mais estreitas.
Hitler anunciou imediatamente sua negativa de pagar as reparações de guerra. Pôs em dúvida que a Inglaterra e a França pudessem pagar suas próprias dívidas aos Estados Unidos, acumuladas durante a Primeira Guerra Mundial. Reuniu-se com o presidente Franklin Roosevelt e com os grandes banqueiros estadunidenses para pedir uma linha de crédito de um bilhão de dólares.
Em junho do mesmo ano, Hjalmar Schacht viajou para Londres para entrevistar-se com Montagu Norman. Os britânicos concordaram em conceder um empréstimo de 2 bilhões de dólares. Não colocaram nenhuma objeção quanto à decisão da Alemanha de suspender o pagamento de suas dívidas.
Segundo alguns historiadores, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha mostraram-se tão complacentes porque, desde 1932, a União Soviética tinha implementado seu plano quinquenal de desenvolvimento econômico com o objetivo de alcançar novas metas como potência industrial. No setor da indústria pesada haviam surgido milhares de empresas, e a dependência da URSS com relação à importação de produtos industriais tinha diminuído consideravelmente. Como consequência disso, as possibilidades de estrangular economicamente a União Soviética tinham se reduzido a praticamente zero.  Decidiu-se então recorrer-se à guerra e, em função desse objetivo, empreender a militarização acelerada da Alemanha.
Para esta última, a obtenção de créditos dos EUA não representava praticamente nenhum problema. Hitler tinha chegado ao poder na Alemanha quase ao mesmo tempo em que Franklin Roosevelt nos Estados Unidos. Os banqueiros que apoiaram Hitler em 1931 são precisamente os mesmos que apoiaram a eleição de Roosevelt. Já no cargo, o novo presidente não poderia fazer outra coisa  a não ser conceder generosos créditos  à Alemanha. Com certeza muitos notaram a grande similitude entre o New Deal de Roosevelt e a política econômica do III Reich. Não havia nisso nada de surpreendente, já que eram os mesmos os que estavam garantindo com seus conselhos o salvamento dos dois governos. Estes representavam principalmente os meios financeiros norte-americanos. 
O New Deal de Roosevelt não tardou a apresentar problemas. Em 1937, os Estados Unidos afundavam na crise econômica. Em 1939, a economia norte-americana funcionava com 33% de sua capacidade industrial (funcionou a 19% nos piores momentos da crise registrada entre 1929 e 1933).
Rexford G. Tuqwell, um economista do primeiro Brain Trust, uma equipe de acadêmicos da Universidade de Columbia criada por Franklin Roosevelt e que contribuiu para as recomendações políticas  que conduziram ao New Deal desse presidente, escreveram em 1939 que a administração tinha fracassado.  A situação se manteve sem mudanças até que Hitler invadiu a Polônia. Somente os poderosos ventos da guerra poderiam dissipar a bruma.  Todas as iniciativas de Roosevelt estavam condenadas ao fracasso [3]. A única coisa que poderia salvar o capitalismo norte-americano era uma guerra mundial. Em 1939, os plutocratas recorreram a todos os meios  á sua disposição para pressionar Hitler e incitá-lo a desatar uma guerra em grande escala no leste da Europa.
O já mencionado Banco de Pagamentos Internacionais (BPI) teve um papel importante na Segunda Guerra Mundial. Verdadeira cabeça de praia dos interesses estadunidenses na Europa, o BPI garantia  o vínculo das empresas dos EUA e Grã-Bretanha com as empresas alemãs. Era uma espécie de zona franca que protegia o capital cosmopolita diante de iniciativas políticas, guerras, sanções, etc.
O Banco de Pagamentos Internacionais foi criado sob a forma de uma entidade comercial pública. Sua imunidade diante de ingerências governamentais no tocante, por exemplo, aos impostos, estava garantida pelo acordo internacional assinado em Haia em 1930.  
Os banqueiros da Reserva Federal de Nova Iorque, muito ligados a Morgan, a Montagu Norman (presidente do Banco da Inglaterra) e aos financistas alemães, como Hjalmar Schacht (como já precisamos, presidente do Reichsbank e ministro da Economia do governo de Hitler), Walter Funk  (que substituiu Schacht como presidente do Reichsbank) e Emil Puh desempenharam todos um papel importante na criação do BPI.   Entre seus fundadores, figuravam  os bancos centrais da Grã-Bretanha, França, Itália, Alemanha e Bélgica, assim como alguns bancos privados.
O Banco Federal de Nova Iorque fez o melhor que pôde, mas não esteve entre os estabelecimentos fundadores  do BPI. Os Estados Unidos estavam representados pelo First National Bank of New York, J. P. Morgan and Company e First National Bank of Chicago, todos pertencentes ao império Morgan. O Japão também esteve representado por bancos privados. Em 1931 – 1932, 19 bancos centrais europeus se uniam ao Banco de Pagamentos Internacionais. Gates W. McGarrah, banqueiro do clã Rockefeller, foi o primeiro presidente do conselho de administração do BPI. Logo em seguida foi substituído por Leon Fraser, representante do clã Morgan; durante a guerra, o presidente do BPI foi Thomas H. McKittrick, dos Estados Unidos. 
Muito já se escreveu sobre as atividades do BPI a serviço dos interesses do III Reich. Entre outras coisas, ele esteve implicado em transações com diferentes países, inclusive aqueles com os quais a Alemanha estava em guerra.
Depois de Pearl Harbour, o Banco de Pagamentos Internacionais atuava como correspondente do Federal Reserve Bank, de Nova Iorque. Durante a guerra, ele esteve sob controle dos nazistas, apesar de seu presidente ser o norte-americano Thomas Huntington McKittrick. Enquanto os soldados morriam nos campos de batalha, a direção do BPI reunia-se em Basiléia com os banqueiros da Alemanha, Japão, Itália, Bélgica, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Os representantes das potências beligerantes trabalhavam tranquilamente,  em um clima de compreensão mútua, no oásis de paz suíço.
Foi na Suíça que a Alemanha depositou, para manter bem seguro, o ouro do qual tinha se apoderado nos quatro pontos cardeais da Europa. Em março de 1938, quando Hitler se apoderou de Viena, parte do ouro da Áustria já tinha sido transferido para as caixas fortes do BPI. O mesmo tinha acontecido com o ouro do banco nacional tchecoslovaco (48 milhões de dólares). Quando irrompeu a guerra, o ouro entrava constantemente no Banco de Pagamentos Internacionais. A Alemanha o obtinha nos campos de concentração e através do saque nos países ocupados, incluindo tudo o que pertencia aos civis: joias, cigarreiras, utensílios de todo tipo e dentes de ouro. Tudo isso foi o que se chamou de “o ouro nazista”. Ele era fundido em lingotes para possibilitar seu armazenamento no Banco de Pagamentos Internacionais, na Suíça ou fora de Europa.
Em seu livro Trading With  The Enemy: An Expose of The Nazi-American Money Plot 1933-1949, Charles Higham escreve que durante a guerra os nazistas transferiram 378 milhões de dólares para as contas do Banco de Pagamentos Internacionais.
É importante mencionar o ouro da Tchecoeslováquia. Algumas informações saíram à luz depois da abertura dos arquivos do Banco de Inglaterra, em 2012 [4]. Em março de 1939, a Alemanha ocupava Praga. Os nazistas exigiram 48 milhões de dólares das reservas nacionais de outro. Foi lhes respondido que aquela soma já tinha sido transferida para o Banco de Pagamentos Internacionais. Por ordem de Berlim, esse ouro foi transferido para a conta do Reichsbank no mesmo BPI. Posteriormente, o Banco da Inglaterra esteve implicado nas transações efetuadas por ordem do Reichsbank ao BPI. Aquelas ordens eram retransmitidas a Londres.  Consequentemente, houve cumplicidade entre o Reichsbank alemão, o BPI e o Banco da Inglaterra. Em 1939, explodiu um escândalo na Grã-Bretanha quando se soube que o Banco da Inglaterra executava transações  com ouro tcheco segundo as ordens não do governo tcheco, mas sim de Berlim ou Basiléia.  Por exemplo, em junho de 1939, três meses antes do início da guerra entre a Grâ-Bretanha e a Alemanha, o Banco da Inglaterra ajudou os nazistas a transferir para a conta da Alemanha  ouro equivalente a 440 mil libras esterlinas e enviar parte dele a Nova Iorque. A Alemanha garantia assim  a neutralidade dos Estados Unidos no caso de uma intervenção militar alemã na Polônia. 
Aquelas transações ilegais com ouro tcheco foram realizadas com o acordo tácito do governo inglês, que estava perfeitamente a par do que estava acontecendo. O primeir0-ministro britânico Neville Chamberlain, o ministro das Finanças. Sir John Simon e os demais responsáveis britânicos de alto escalão fizeram todo o possível para ocultar a verdade, recorrendo inclusive à mentira mais descarada  ao afirmar que o ouro tinha sido restituído a seu legítimo proprietário ou que nunca tinha sido transferido para o Reichsbank.
Os documentos do Banco da Inglaterra publicados recentemente revelam os fatos e demonstram que os responsáveis governamentais mentiram, para protegerem-se a si mesmos e para encobrir as atividades do Banco da Inglaterra e do Banco de Pagamentos Internacionais. A coordenação daquelas atividades criminosas era brincadeira de criança, já que o diretor do Banco da Inglaterra, Montagu Norman, também presidia o Conselho de Administração do BPI. Certamente, Montagu Norman nunca dissimulou sua simpatia pelos fascistas.  
A Conferência de Bretton Woods – oficialmente, Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas – reuniu os 730 delegados dos 44 países aliados  no Hotel Mount Washington, em Bretton Woods, New Hampshire, Estados Unidos, com o objetivo de regulamentar a vida monetária e financeira internacional ao término da Segunda Guerra Mundial. Essa conferência realizou-se entre 1º e 22 de julho de 1944. O BPI via-se repentinamente sob os projetores. Dizia-se que tinha colaborado com a Alemanha fascista. Sem entrar em detalhes, me limitarei a dizer que, depois de uma série de peripércias, alguns delegados norte-americanos se opuseram à moção, e coincidiram que era necessário fechar o BPI. Essa decisão da Conferência Internacional nunca chegou a ser aplicada. Enterrou-se tudo o que poderia desacreditar as atividades do BPI durante a Segunda Guerra Mundial. Isso contribui, ainda hoje em dia, para falsificar a história da Segunda Guerra Mundial.   
Para terminar, vale a pena dizer algumas palavras sobre Hjalmar Schacht (1877-1970), o ex-presidente do Reischsbank e ministro da Economia do governo nazista da Alemanha. Em 1945, Schacht foi julgado em Nuremberg, mas resultou absolvido em 1º de outubro de 1946. Assim, escapava das acusações de assassinato.  
Por razões que nunca foram explicadas, Hjalmar Schacht não figurava na lista dos principais criminosos de guerra de 1945. O mais interessante é que voltou à sua vida profissional como se nada houvesse acontecido, e fundou a empresa Schacht GmbH em Dusseldorf. Esse detalhe pode parecer insignificante, mas confirma uma vez mais que os plutocratas anglo-estadunidenses e seus representantes plenipotenciários na Alemanha tinham preparado e, em certa medida, influído em todo o processo da Segunda Guerra Mundial.    
Agora os plutocratas querem reescrever a história da Segunda Guerra Mundial e modificar ainda mais seus resultados. 
[1] Também conhecido com BIS, sigla em inglês correspondentes a Bank for International Settlements, ou BRI, siglas em francês  correspondiente a Banque des Reglements Internationaux, assim  como BIZ, siglas em alemão correspondente a Bank für Internationalen Zahlungsausgleich. Tem a suz sede na cidade suícça de Basileia. Nota de Red Voltaire.
[2] 1 bilhão  = 1 000 mlhões 
[3] P. Tugwell, The Democratic Roosevelt, A Biography of Franklin D. Roosevelt, Nueva York, 1957, p 477.

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